Sobre o que nos falta e somos capazes.

Sobre o que nos falta e somos capazes

“O maior perigo não é quando se teme o perigo, é quando se teme o remédio” – Padre António Vieira.

Sentimos a falta de Espiritualidade. Onde está a marca da espiritualidade cristã? Somos levados a procurar a intimidade com Deus, sabendo ler na nossa vida, em todos os lugares e situações, em todas as miudezas e gestos, que fazem mais necessária essa Consciência de abertura. Sempre a começar. A espiritualidade leva-nos a sujar os pés e as mãos; a gastar o corpo em vista dos outros; a usar o tempo na sua gratuidade. Move-nos o coração pela coragem de servir diariamente os irmãos? Não há espiritualidade sem aproximação às pessoas, sem procurar a transformação da realidade na linha da paz e da justiça.

Temos de escolher a Tenacidade espiritual.

Sentimos a falta de Profundidade. O olhar profundo que atravessa a compreensão para além dos cinco sentidos. Estes captam o exterior. A profundidade vai ao interior, em certo sentido fica aquém, está na seiva, no silêncio, no que gera a nossa necessidade de exterioridade. Onde se esconde o que não tem preço? Nesta procura esbarramos com aquilo que nos ilumina o pensamento, renova o desejo, nos motiva nas atitudes. Atingimos a maior profundidade quando chegamos ao Amor da Trindade. Aí repousa o Espírito de profundidade.

Temos de escolher o caminho do Trabalho interior.

Sentimos a falta da Comunidade. Nas famílias e nas histórias. Nas crises e nos sonhos. Nossos círculos de influência e pertença que não alimentam mais. Bancos alimentares contra a Fome. Nossa fome de Bem Comum. Nossa fome de Beleza e Sorrisos. Nossa fome de Verdade e Seriedade. Como está a nossa comunidade humana? «Em casa de meu Pai há muitas moradas» (Jo 14,2). Juntos permanecemos na derrota e na vitória. Separados somos menos que Nada. Deixamos de ser. Juntos somos Terra. Separados somos Pó. Aprender a dar o primeiro passo em conjunto.

Temos de escolher a observância da Partilha despojada.

Sentimos a falta de Diálogo. As palavras vão e voltam. Ao ir levam, ao voltar trazem. Sacos de compras vazios. Nos cruzamentos da Vida o diálogo cresce na diferença dos lados. Se saímos como entramos, será que dialogamos? Aguardamos indiferenças. Quando nos abrimos ao outro, habita-nos uma dupla experiência: de uma parte, a nossa identidade tem algo a dizer, enriquecendo o outro; de outra parte, temos também fragilidades e limites, que serão superados pelo acolhimento dos outros. Todo o diálogo nos dispõe para a escuta de Deus. Acreditemos no dom que Ele nos faz.

Temos de escolher (sempre) o lado Bom das pessoas.

Pedro José, CDJP, Gafanha da Nazaré/Encarnação/Carmo, 15-05-2014, caracteres (incl. esp), 2439.

Posted on 15 de Maio de 2014 por cefas1972 | Etiquetas Comunidade, Diálogo, espiritualidade, Padre António Vieira, Profundidade | Deixe o seu comentário

Poesia: Chapadinha 76 anos (Cidade altaneira)

Cidade altaneiraImagem
Em linhas retas precisas ser
Completas mais um ano que testemunha o relógio biológico do tempo
Não é nova nem velha
És inteira
Tua idade inventada pelos homens não corresponde à grandiosidade de
tua magnífica geografia, que irradia

Cidade altaneira
Tua imagem está estampada no fervor das ruas, das calçadas nuas
Das praças públicas, dos becos estreitos em cada adereço e endereço
Nos canteiros desajeitados onde se esconde tua flora bela e doce
Nas crianças negras e brancas, pobres e ricas, tímidas e audaciosas
Nas mães que acalentam seus filhos e nos filhos que procuram suas mães

Cidade altaneira
Teus desejos dissecados
Deleitam-se em cada rosto dos teus filhos amados
Teus filhos amados sendo amados
Tu terás um rosto nobre almejado

Cidade altaneira
Teu progresso permanece vivo e pronunciado
Mas com passos lentos e cadenciados
Ainda não foram alcançados
Pedimos-te perdão pela mera presença
Sem engendrar um olhar profícuo
Que tantas vezes só profiglou tua imagem
Fazendo-te descer diante do espelho

Cidade altaneira
Teu voo quer ir longe
A timidez embaçada
Faz-te embocar num leito largo desconhecido
Onde as lágrimas se desconhecem,
O riso se cala
E a razão se confunde

Cidade altaneira
Tu tens afeto de mãe que acolhes todos os homens
E fazes deles filhos teus
Tua história penetra nas veias
E na alma de cada ser que por ti passou

Cidade altaneira
Tua forma, teu corpo, relevos e chapadas
Misturados à multidão que transborda vitalidade
Multidão sem recuo no riso
Quer fazer de ti um pequeno paraíso preciso, com juízo e otimismo
Uma grande nau

Robson Silva

 

Pesquisas e leituras em Psicolinguística

ImagemA PESQUISA EM PSICOLINGÜÍSTICA

Joselaine Sebem de Castro
      Acredita-se que o termo “psicolingüística” tenha aparecido pela primeira vez em um artigo de Proncko, em 1946, no qual se colocava como abordagem central o relacionamento entre o pensamento (comportamento) e a linguagem. Contudo, foi somente em 1951 que se deu a publicação de um livro para tratar especialmente das relações entre lingüística (fatos lingüísticos (1)) e psicologia (problemas de comunicação (2)).
      Nessa fase, os estudos abarcados por esse campo interdisciplinar constituíam uma tentativa de encontrar respostas para questões comuns às duas disciplinas. Identificava-se, ainda, a existência de dois caminhos opostos: um que partia da Psicologia para a Lingüística e outro que partia da Lingüística para a Psicologia.
      Na Psicologia, os estudiosos buscavam compreender o funcionamento da linguagem como um meio para se chegar a uma melhor compreensão da mente humana, pois acreditavam que esta se organizava de forma análoga à linguagem e através dela. Vislumbravam-se, então, duas correntes: a mentalista, que explorava o pensamento através da linguagem, e a comportamentalista, que buscava entender o comportamento lingüístico, reduzindo-o a uma série de mecanismos de estímulo-resposta.
      Na Lingüística, a busca pela teoria psicológica apareceu especialmente pelos introdutores do método histórico, que tentavam fundamentar suas explicações sobre as mudanças lingüísticas no associacionismo psicológico (3). A demonstração feita por Wundt (4) de que a linguagem poderia ser em parte explicada com base em princípios psicológicos motivou a adesão de muitos lingüistas, especialmente porque as propostas e métodos do psicólogo obedeciam ao rigorismo científico, o que contribuiria para uma abordagem mais científica da linguagem.
      A dificuldade de aplicar análises psicológicas aos fenômenos contemporâneos a partir de uma perspectiva histórica acabou por reduzir a colaboração entre as duas áreas. Com a introdução da descrição sincrônica das línguas, feita pelo estruturalismo lingüístico, Psicologia e Lingüística reaproximaram-se.
      Esse período foi bastante produtivo, principalmente devido ao sucesso do estruturalismo (5) e do comportamentalismo (6). Também, destaca-se um relacionamento mais igualitário entre Psicologia e Lingüística, com contribuições e descobertas de ambos os campos. De acordo com Kess (1992), essa relação mais simétrica foi possibilitada pelo fato de os dois paradigmas serem operacionalistas, isto é, buscavam construir suas teorias com base nos fenômenos observáveis e através de um conjunto de operações verificáveis que são facilmente explicitadas. No entanto, uma colaboração mais estreita entre as duas ciências foi dificultada, por um lado, porque os comportamentalistas reduziram a linguagem a atos de fala observáveis, minimizando o papel das estruturas mentais e, por outro, porque os estruturalistas julgavam a semântica inacessível à pesquisa lingüística. Como explica Scliar-Cabral (1991), uma psicologia que não estuda a mente e uma lingüística que não estuda o significado têm pouco a oferecer uma à outra.
      A Teoria da Informação (7), surgida logo após a Segunda Guerra, ofereceu à Psicolingüística uma base epistemológica mais consistente. Por volta dos anos 50, a Psicolingüística era definida como o estudo dos “processos de codificação e decodificação no ato da comunicação, na medida em que ligam estados das mensagens e estados dos comunicadores” (Osgood e Sebeok, 1954, ap. Titone, 1976: 24). Seguindo a definição, a unidade de comunicação, objeto de análise dessa ciência, era descrita como englobando os seguintes elementos:

      Com o crescente aumento de pesquisas e descobertas, surge a necessidade de agrupar e organizar tais materiais que tratavam de problemas comuns. Em 1954, Osgood e Sebeok editam o material apresentado em um famoso simpósio realizado no ano anterior, na Universidade de Indiana. A partir de então, a ciência Psicolingüística ficou mais bem definida, assim como mais bem esclarecidos seus métodos e limites de atuação.
      Em 1959, o operacionalismo, característico tanto do comportamentalismo como do estruturalismo, é fortemente criticado por Noam Chomsky, lingüista que propõe uma abordagem racionalista e dedutiva para a ciência. Assim, os fundamentos da Psicolingüística foram abalados, ocasionando uma diminuição gradativa do comportamentalismo e uma revigoração do mentalismo, embora em novas bases. A partir daí, a Psicolingüística assume como paradigma teórico central o modelo chomskyano, proposto para a Lingüística, o qual propunha, principalmente, que:
      a) as sentenças faladas (estruturas superficiais) seriam derivadas de estruturas profundas, através de regras transformacionais, que se organizam numa gramática ou sintaxe;
      b) este componente sintático (Gramática Universal-GU), capaz de gerar qualquer e somente uma língua, deveria ser inato à espécie
      c) se distinguisse entre a competência (conhecimento que um falante nativo ideal tem de sua língua) e a performance (atividade do falante numa situação comunicativa concreta).
      À teoria lingüística cabia o estudo da competência – tendo como componente central a sintaxe – e o seu objetivo seria a construção e descrição de uma Gramática Universal que permitisse entender como a linguagem surge e se diferencia, em línguas distintas, na mente humana. A dificuldade de encontrar evidências experimentais que sustentassem as teorias, assim como a verificação de que não apenas a estrutura sintática, mas também a semântica e a pragmática seriam importantes no processamento de sentenças foi ocasionando o abandono dessa linha de pesquisa.
      As mudanças na teoria lingüística chomskyana, juntamente com a consideração de fatores semânticos e pragmáticos, propiciaram uma ampliação e enriquecimento da Psicolingüística. Atualmente, observa-se, então, uma abordagem mais cognitivista, na qual os aportes da teoria lingüística, embora ainda importantes, perderam seu caráter de exclusividade, sendo a linguagem apenas um dos fatores da cognição.
      Os novos experimentos sobre a realidade psicológica das estruturas e operações sintáticas (8) mostraram que tais estruturas desempenham função na memória e na organização cognitiva. Também se verificou que as estruturas lingüísticas não são adquiridas separadamente dos conceitos semânticos e das funções discursivas, além de estarem submetidos aos princípios cognitivos. A aquisição da linguagem passou a ser explicada como o resultado da interação entre vários fatores. Rejeitando a centralidade e independência da gramática, o paradigma cognitivo (9) ampliou e tornou mais variado o campo dos estudos psicolingüísticos, aproximando-os de outras ciências relacionadas (10) (como a Antropologia, a Filosofia da Linguagem, a Inteligência Artificial).
      Scliar-Cabral (1991) apresenta os seguintes assuntos como de interesse da Psicolingüística:

relações entre pensamento e linguagem;
aquisição da linguagem;
neurofisiologia da linguagem;
fatores inatos, maturacionais e experienciais;
processamento dos sinais lingüísticos;
processamento textual;
memória semântica;
distúrbios de aquisição e processamento da linguagem.

      Pode-se perceber, conforme essa lista, que predomina o enfoque de questões como a relação entre linguagem e cérebro, incluindo os fundamentos biológicos da linguagem, sua neurofisiologia e os prejuízos do processamento causados por lesão cerebral; as relações entre pensamento e linguagem, como um produto do sistema cerebral; os sistemas de processamento mental da linguagem, incluindo os subsistemas lingüísticos (fonética, sintaxe, semântica, etc.) e os subsistemas psíquicos (percepção, memória, conhecimento de mundo, etc.); processamento de unidades amplas como o texto e o discurso; e a aprendizagem de outros sistemas lingüísticos como a leitura e a escrita.
      Dada a relevância natural dos tópicos abordados pela Psicolingüística, são bastante numerosas, no Programa de Pós-Graduação em Letras da Faculdade de Letras da PUCRS as dissertações de mestrado (11) e as teses de doutorado (12) que recaem nessa área do saber, mais especificamente na linha de pesquisa denonimada “Processamento cognitivo da linguagem e conexionismo (13)“, como pode ser exemplificado através do estudo realizado por Castro (2004) (14). Do mesmo modo, no Centro de Referência para o Desenvolvimento da Linguagem – CELIN, vinculado a esse programa, vêm sendo realizadas pesquisas (15) nessa mesma linha, tendo como eixo temático a compreensão da leitura. As descobertas científicas, possibilitadas especialmente pelo desenvolvimento das técnicas de imageamento cerebral (16), com certeza ainda instigam mais a curiosidade sobre as bases neurológicas do fenômeno da linguagem, fomentando novos e importantes conhecimentos.

 
REFERÊNCIAS
ENGELKAMP, J. Psicolingüística. Madrid: Gredos, 1981.

KESS, J.F. Psycholinguistics: psychology, linguistics and the study of natural language. Amsterdam: John Benjamins Publishing Company, 1992.

MCCLELLAND, J. D. & RUMELHART, D. E. Parallel distributed processing: explorations in the microstructure of cognition: psychological and biological models. V.2. Cambridge: MIT, 1986.

SCLIAR-CABRAL, L. Introdução à Psicolingüística. São Paulo: Ática, 1991.

TITONE, R. Psicolingüística aplicada. Buenos Aires : Kapelusz, 1976.

 

MEDO

Assim como o fogo consome o aço;

Assim é o medo em mim.

Medo que abala meu ser inabalado;

Me priva de paixões impossíveis;

Me aprisiona em espaços inexistentes;

Me curva da dor criada sem saber a direção.

 

Medo de tudo

 

Me faz perder chances inatingíveis;

Me torna pequeno mesmo sendo grande,

na grandeza ilusória do ser humano

e na pequenez sensata da matéria.

 

Medo de tudo

 

De dizer e calar;

De calar e não dizer;

Silenciar quando é preciso;

Ser quando é permitido;

E não voltar a ser.

 

Me-do do aconhego aconchegante de não sentir medo.

 Robson Silva

Poesia: Turbilhão de sensações

Imagem

Me sinto no direito de me sentir

Assim tão fraco, tão desanimado, tão sem jeito

Neste ofício desafiante: moldar cabeças pré-feitas

Transmitir saber sabendo que muitos não receberão.

Minha disponibilidade inocente;

Postura atraente ou empatia doente.

Meus passos encolhem-se no piso morto;

Meu gingado elegante timidamente desaparece

na poeira quase invisível.

Meu sorriso nobre estranha-se com a alegria.

Minha sensibilidade emudece-se.

Meus reflexos confundem-se.

Meu olhar pálido grita pelo esgotamento do tempo.

Meu humor alterado adulterado chega em lugar nenhum.

Me retenho no ponto oculto-inexistente.

Busco superação no hoje que demora ser absolvido.

Revigora-me.

Encontrar-me.

Encher-me de esperança não vencida.

Cumprimentar-me no caminho que me leva pra casa.

 

Robson Silva

Pensamentos ligeiros poéticos

“Em dias incomuns você surgiu como o sol que invade o tempo sem pedir licença.

Entrou de mansinho desfazendo o estado inerte do meu ser, levando-me a fronteiras impossíveis e calmas.

Com seu olhar profícuo roubou minha atenção desatenta, sem rumo

Olhar penetrante que invadiu minhas estruturas e abalou meu coração

E me fez idolatrar seu corpo virgem perfeito anjelical

Você veio de reinos nunca vistos e/ou habitados

Mesmo assim sem saber, me encantou

Você é a essência do prazer.”

 

Robson Junior 

‘ Não são apenas 0,20 centavos’

“Não são apenas 0,20 centavos. Não é só o aumento do preço da passagem do ônibus enquanto este continua precário. É a conspiração de um amontoado de sobrecargas estudais que abusam da sociedade como fantoches movidos ao cabresto, já que ônibus anda superlotado. E não é só a superlotação dos ônibus, é a superlotação da hipocrisia egocêntrica, de sentar no sofá e assistir com apatia os noticiários enquanto o carro na garagem cabe no ego de muita gente. É nomear de vândalos aqueles que lutam contra a soberania militar, é esquecer que somos brasileiros e que independentemente do transporte, do bolso, da carne, somos humanos. A PM os julgam de fascistas e nós à eles julgamos ditatoriais, como tal feito, radicais. Soltar a voz em nome da revolução é propagar a nossa irreverência ao que deveria ser justo, mas que não é. Sob o espírito de Che Guevara, a nossa sede em massa pela mudança dessa barganha corrosiva veste nas ruas cartazes que pintam o futuro com a tentativa de amenizar não só 0,20 centavos, mas toda a teia da corrupção e opressão. Enquanto uns dormem no seio do conformismo, outros batalham pelo caos que muitos não compreendem. Ser imparcial é uma ferida que cresce e que afoga o Brasil. E como diz a Juliana: O robocop do governo é frio, não sente pena, só ódio e rir como hiena.”

- Pedro St

fonte: http://capitule.tumblr.com/post/52980540378/nao-sao-apenas-0-20-centavos-nao-e-so-o-aumento

Fragmento: Caracterísitcas da linguagem

Algumas das características fundamentais da linguagem, são as que se apresentam de seguida:

. Transmissível e traduzível noutra linguagem: uma linguagem caracteriza-se pela possibilidade de se transformar noutra e de permitir a comunicação entre diferentes pessoas que de outra forma não se poderiam entender.

. Fenômeno social: a linguagem é um fenômeno social na medida em que exprime a relação que uma sociedade estabelece com o mundo circundante e a civilização dessa sociedade; a linguagem é prévia ao indivíduo e impõe-se a ele próprio. Esta dimensão social não impede, contudo, que a linguagem seja um meio de expressão do pensamento individual na medida em que o indivíduo pode rearranjar, recompor, recriar vocábulos, atribuir-lhe novos significados.

. Organização racional: a linguagem é uma organização racional na medida em que possui um conjunto de regras, isto é, com uma determinada sintaxe. São estas regras que, em resultado de um longo esforço de racionalização, estabelecem as formas de combinar significativamente os símbolos.

. Possibilidade de dar sentido: uma outra importante característica da linguagem é a possibilidade que esta dá de dar sentido/significado às experiências, noções e pensamentos de cada um.

Fonte: http://www.knoow.net/ciencsociaishuman/filosofia/linguagem.htm

Linguagens do amor

Amo-te no respirar infinito

Amo-te respirando o ar poluído de amor

Amo-te amando na efemeridade temporalAMO-TE

Amo-te quase sempre todos os dias

Amo-te na velocidade inexistente do amor

na fantasia e na verdade da linguagem

Amo-te tanto que chego a ser um nada

No meu imperfeito de encontro a ti.

Robson Silva. (Palavras ligeiras extraídas do silêncio)

Preconceito linguístico (Mitos)

Oito mitos sobre a língua portuguesa falada no Brasil baseados na obra do linguista Marcos Bagno, Preconceito linguístico.

 Mito n° 1: “A língua portuguesa falada no Brasil apresenta uma unidade surpreendente”

Segundo o autor, esse é o mais sério mito pois é muito forte sua aceitação que até mesmo intelectuais de renome aceitam essa ideia. O problema dessa afirmação é que ela acaba com a inegável variedade linguística brasileira e exclui qualquer pessoa qua não fale no modo dessa “unidade” que nuca existiu. Até parece que no Brasil, um país de mais de 190 milhões de pessoas e o 5º maior em extensão territorial do planeta, todos falamos da mesma forma!?

Mito n° 2: “Brasileiro não sabe português /Só em Portugal se fala bem português”

 Esse mito está relacionado a uma visão com complexo de inferioridade de um país colonizado por outro mais antigo e “civilizado”. É claro que o brasileiro sabe português, o problema é que o português de portugal e o português brasileiro são diferentes. Não é a toa que existem duas gramáticas que diferenciam essa variedade da língua (a portuguesa e a brasileira). E também os portugueses tem falas que fogem a sua própria regra (o que é comum em todas as línguas).

Mito n° 3: “Português é muito difícil”

É claro que o português não é difícil pois crianças de 5 anos (conheço de até de 2) já conseguem falar português. A dificuldade está no estudo da gramática que, por ser baseada na de Portugal, é diferente da nossa língua falada. É o caso da mesóclise que todos aprendem na escola, mas na hora de falar nem a norma culta a utiliza (norma culta é aquela que é utilizada por pessoas que tenham nível superior).

Mito n° 4: “As pessoas sem instrução falam tudo errado”

Um grande exemplo que o autor cita para refultar essa ideia, é o fato de que uma característica das pessoas “sem instrução” falam é trocar o “L” pelo “R”. Exemplo: chicrete, praca, broco, pranta. Estudando cientificamen­te a questão, é fácil descobrir que não estamos diante de um traço de “atraso mental” dos falantes “ignorantes” do português, mas simplesmente de um fenômeno fonético que contribuiu para a formação da própria lín­gua portuguesa padrão. As origens de algumas palavras que eram com “L” em sua origem e depois ficaram com “R”como por exemplo: branco (blank), brando (blandu), cravo (clavu), etc. E o que falar de Luís de Camões que escreveu ingrês, pubricar, pranta, frauta, frecha na obra Os Lusíadas!?

Mito n°5: “O lugar onde melhor se fala português no Brasil é o Maranhão”

Este mito, que eu não conhecia, se deve ao fato de que muitas pessoas no Maranhão utilizam o “tu” junto com os verbos em sua flexão clássica: : tu vais, tu queres, tu dizes, etc. Porém no Maranhão também é comum o uso de expressões como: Esse é um bom livro para ti ler, em vez da forma “correta”, Esse é um bom livro para tu leres.

Mito n° 6:   “O certo é falar assim porque se escreve assim”

Outra forma de preconceito que não tem muito fundamento pois em nenhuma língua do mundo se fala do jeito que se escreve ou se escreve do jeito que se fala. Até porque a escrita surgiu para tentar representar a fala. Mas é perceptível que em línguas como o inglês e o francês é, praticamente, impossível, mesmo em sua própria gráfia, reproduzir todos os sons das palavras na escrita.

Mito n° 7: ” É preciso saber gramática para falar e escrever bem”

Uma crítica que o autor faz para justificar essa afirmativa (mas não deixa de ser verdade) é que os grandes gramáticos não são bons escritores e vice-versa. Exemplos: Rubem Braga, Carlos Drummond de Andrade e Machado de Assis admitem ter dificuldade na língua.

  
Mito n°8:  “O domínio da norma culta é um instrumento de ascensão social”

O autor também faz uma crítica ao fato de que se isso fosse verdade, os professores de português ocupariam o topo da pirâmide social, econômica e política do país. E em contra-partida um fazendeiro que não estudou muito e tem inúmeras terras ou cabeças de gado tem um poder político e econômico considerável.

Em todos estes mitos o autor defende a ideia que esse preconceito está mais ligado as questões sociais e regionais do país. Fica aí a dica: Cuidado para não discriminar alguém por sua fala pois ninguém fala errado, apenas diferente da norma padrão!

 FONTE: http://www.mundodse.com/2011/06/os-8-mitos-do-preconceito-linguistico.htmlImagem

Páscoa! Menos chocolate,mais reflexão

Por: Isabel C. S. Vargas                                                                                             

Basta sair à rua, ler, jornal, ou receber encartes de estabelecimentos comerciais para ver o forte tom apelativo ao consumo. Muito pouca mensagem de fundo espiritual, religioso, aludindo ao momento a ser comemorado. Claro que chocolate é bom. Motivo de perdição para alguns que se revelam dependentes.

Tal qual no Natal, há a obrigatoriedade de presentear, ser feliz, comemorar.Mas não pode, ou não deve ser só isto. Há muito que digo que é possível ser feliz sem presentes (não que não seja bom) que há vida fora da festividade, da algazarra, dos acessórios supérfluos. Basta buscar em nosso interior e identificar tudo que realmente é importante para nós.

Claro que não é possível ignorar que quando há crianças na família e eles ainda acreditam em muitas coisas mágicas, como Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, não dá para deixá-los sem o presente que lhes abrirá um lindo sorriso no rosto e fará brilhar seus olhos. A fantasia na idade certa é saudável e lhes dará muitas lembranças maravilhosas, que passarão aos outros quando estiverem crescidos e nós, possivelmente, estaremos vivos somente em suas lembranças e seus corações. Talvez estejamos assegurando nosso quinhão de imortalidade, afinal somos humanos.

Que saibamos lembrar do significado da Páscoa, que tenhamos uma vida renovada de bons propósitos, boas intenções, boas ações. Se não tivemos os quarenta dias de preparação, se não expurgamos nossos erros, não refletimos (é para isto que serve a quaresma, preparação e reflexão) que o façamos agora.

Sempre é tempo de pedir perdão e de perdoar, de revolver a terra, tirar o pasto que atrapalha o broto e regar a semente de um novo amanhã, que desejamos todos seja menos violento, sem falsas promessas e falsos moralismos, mas abundante de amor, de paz, de oportunidades, de ética, de solidariedade de trabalho que seja verdadeiramente em prol de quem necessita e não para alimentar vaidades escondidas e outras nem tão escondidas.

Que tenhamos todos o compromisso de manter fidelidade à palavra empenhada, de melhorar a nós mesmos, de educar nossas crianças, de promover o bem em nossa família, nas instituições que freqüentamos na comunidade que vivemos.O amanhã é nossa responsabilidade. Que os ensinamentos DELE, estejam sempre vivos no coração de todos.

 FONTE: http://meuartigo.brasilescola.com/atualidades

Estudo de Semântica: LINGUÍSTICA E LITERATURA

Desde os escritos do pai da Linguística, Ferdinand de Saussure, o conceito de significado figura entre os elementos-chave na reflexão linguística. De tão importante, ele ganhou até um ramo próprio para seu estudo. É a Semântica, que se preocupa justamente com os sentidos adquiridos pelas palavras ou lexias ou pelos seus agrupamentos. A alcunha do termo Semântica foi destinada ao filólogo francês Michel Bréal (1832 – 1915) (saiba mais no box na página XX), que estudava o corpo e a forma das palavras, o que geraria um único termo que ligasse a fonética e a morfologia. Embora não houvesse um termo que denominasse o estudo dos sentidos até então, isso não era impedimento para que estudos anteriores desde a época de Aristóteles. Um dos percussores era o alemão Hermann Paul (1846 – 1921), professor de língua, que realizou uma oposição do abstrato e do concreto, obtendo grande êxito em estudos estilísticos de metáfora, eufemismo, prosopopeia e tantos outros. Além disso, a grande preocupação no âmbito da Gramática Comparativa se estendia para a perspectiva etimológica, que servia para compreender as relações entre a fonética e a morfologia.

O nascimento da Semântica Mas a linha divisória existente no estudo da linguagem surgiu no século XIX, pois até esse período, os estudos de compreensão linguística só ocorriam sob a égide das distinções vocabulares de maneira dispersa, a partir do processo diacrônico. A grande mudança ocorreu com as ideias dicotômicas de Ferdinand de Saussure (1857 – 1913), linguista suíço, cujas ideias estruturalistas influenciariam para o desenvolvimento da teoria linguística. De início, o linguista trabalhava a filologia e, mais tarde, partiu para a linguística geral. Das anotações de alguns de seus melhores alunos surgiu o Curso de Linguística Geral em 1916, publicado postumamente. Com ele, os estudos diacrônicos deram lugar aos estudos sincrônicos, afetando, além da linguística, as pesquisas de cunho antropológico, histórico e de crítica literária. A partir daí nunca mais se parou de estudar semântica. Em 1921, o fonólogo francês Léonce Roudet (1861 – 1935) passou a trabalhar com base na linguística psicológica as evoluções semânticas. Gustaf Stern, em 1931, distinguiu as mudanças externas das linguísticas. Jost Trier idealizou a ideia do “Campo Semântico”, estabelecendo ligações entre o plano dos conceitos e o da expressão no intuito de facilitar a compreensão entre as relações de significante e significado. Os estudos prosseguem até a fase do Estruturalismo clássico proposto pelo linguista húngaro Stephan Ulmann (1914 – 1976), que distinguia a natureza e a causa semânticas a partir das relações de sentido e os efeitos quanti-qualitativos que ele possuía. No início dos anos 1950, um linguista e pedagogo americano chamado Noam Chomsky (1928 -) fundou a gramática gerativo-transformacional, um sistema que revolucionou a linguística moderna. Para ele, as pessoas de conhecimentos inconscientes já possuem o seu próprio idioma e, depois disso, o linguista francês Oswald Ducrot (1930 – ) brilhantemente faz os estudiosos considerarem que nenhum sentido se adquire fora do contexto.

Campo Semântico Campo semântico é toda a área de significação de uma palavra ou de um conjunto de palavras – de modo simples, o conjunto de palavras unidas pelo sentido. Não é possível demonstrar que toda palavra se insira em campos semânticos. A teoria concentra-se em alguns grupos bem definidos, como cores e relações de parentesco.

A semântica do léxico A semântica lexical é uma das muitas vertentes relativas aos estudos de sentido. Esta teoria, que faz parte da semântica estruturalista, se vale da linguagem e não do mundo real, como preconiza Saussure. Desta feita, as palavras são definidas através da relação que possuem umas com outras, estabelecendo sentido, possibilitando significações. Vale também mencionar as contribuições embrionárias de Frege, que em 1978 trouxe a questão do significado para uma abordagem em interface com a lógica. Frege ligou o significado da sentença às condições de verdade, mas sem deixar de se preocupar com o significado lexical de maneira isolada, ou seja, atribuindo valores do que é pressuposto ou subentendido nas orações a partir das marcas linguísticas existentes na sentença. O trabalho com a semântica lexical requer o conhecimento de uma nomenclatura particular. A lexia é uma unidade lexical memorizada, que pode ser simples, como livro, caderno, lápis; composta, como primeiro-ministro, guarda-chuva, mesa-redonda; complexa, como estado de sítio, mortalidade infantil, Cidade Universitária; e textual, como em expressões proverbiais do tipo “quem tudo quer, tudo perde”. Conforme mencionado anteriormente, a lexia se compõe de vocábulos, cuja natureza de elementos que a compõe é chamada de morfema. Esse morfema possui duas caracterizações, um lexema, como unidade constitutiva de significados e um ou mais gramemas, que são os indicadores de função. No caso da lexia cunhado, o lexema é cunhad e o gramema de gênero é o. Os morfemas lexicais pertencem a um inventário fechado e pouco extenso. Sua significação é, pois, nomeada de semema. Estes, por sua vez, possuem três grupos, os específicos (distinguem o que é mais próximo), os genéricos (indicam a classe gramatical) e os virtuais (existem na consciência do falante). No campo das relações entre as lexias, o linguista inglês John Lyons (1932 -) propõe o seguinte esquema: 1) Relações semânticas: hierarquia, inclusão, equivalência, oposição. 2) Relações fonéticas e gráficas: homonímia, homofonia, homografia e paronímia.

fonte: http://literaturaelinguistica.blogspot.com.br/

A bomba!

A bomba

Uma bomba está sendo plantada no coração do governo. O objetivo é fazê-la explodir mais tarde nas mãos da prefeita. Do que estou falando? Estou falando do inchaço da máquina pública promovido pelos que se dizem “donos dos votos”.

Entrincheirados em algumas das principais secretarias – entre elas saúde e educação –, eles estão transformando esses órgãos em verdadeiros cabos de guerra. Em zonas de combate. A idéia é fortalecer o grupo dos que só pensam na eleição de deputado. Nem que para isso tenham que fazer festa com o chapéu alheio. Nem que para isso tenham que estender a mão a antigos adversários.

Há notícias de que já existem mais de duzentas pessoas contratadas no HAPA. Segundo relatos de populares, muitos desses funcionários não têm qualificação necessária para os cargos que ocupam. Ficam, na maioria das vezes, acotovelando-se pelos corredores do hospital sem saber o que fazer. No interior, há coisa também está mal: há mais vigias nas escolas do que alunos. Algumas têm até oito vigilantes.

No fundo, o que essa gente está fazendo é apenas repetir velhas práticas clientelistas típicas do tempo em que se distribuíam terras públicas indiscriminadamente para satisfazer aliados, do tempo em que os professores ficavam vários meses sem receber, do tempo, enfim, em que não havia nenhum controle sobre a atividade administrativa. E o que é pior: desta vez deixando o prejuízo político para a prefeita.

Eis a prova concreta de que o grupo do “político ultrapassado” não evoluiu. Daí a tentativa de implantar um governo paralelo, com todas as marcas populistas que fizeram a fama “do grande líder”, mas que deixaram o município quebrado e o povo ainda mais pobre. Esse tipo de comportamento não cabe mais nos dias de hoje. Nem a população está disposta a pagar a conta pela irresponsabilidade de uns poucos.

Está na hora de dar um basta nessa situação. Uma coisa é aliança política; outra é traição. Uma coisa é trabalhar em parceria; outra é boicotar quem está querendo fazer alguma coisa pelo povo. É preciso, portanto, estabelecer limites; mostrar quem é quem no jogo. Quem tem o poder de decidir e quem está para cumprir ordens. Caso contrário, esse terreno minado em que está se transformando o governo ainda pode explodir no colo de quem menos merece.

Ivandro Coêlho, professor e jornalista.