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poesia

Mágoa sobrecarregada de mágoas, gente sorrindo sem dar risada , olhares para o nada , nada dito , nada visto , nada importa , eu tô vivo mas não vivo , mais quem se importa ? Protótipos e genéricos, tudo falso tão bem feito e nos fazendo acreditar em mentiras tão bem criadas por quem não sabe o que falar, gentilezas nem sempre são de graça, tudo tem um preço, tudo tem uma troca, e o que realmente toca não te toca mais, como o “amor” que é só mais uma palavra num dicionário de palavras sem sentido que você usa  que alguém criou, como “felicidade” desviando-se, enganando-se, afundando-se na tua própria ironia e como “verdade” que eles usam como “mentira” … A grande verdade é que tem muita gente vivendo por viver, escondendo sentimentos e não nos deixando ver, querendo gritar mais tudo o que fazem é se calar, sabendo que nada está bom do jeito que está, que tem de melhorar, as pessoas tem de se amar … Mas … Fecham-se as portas, a cara, o coração, limitam-se a se dar as mãos, abraços, palavras e ainda há quem diga que todos somos irmãos … As pessoas tem de se libertar e não viverem presas a vaidade de outras pessoas, a gente não vive a nossa vida e acaba vivendo a de um outro alguém, que muitas vezes nem você, nem eu sei quem é, a vaidade influencia e nos fazem mudar de opinião, de pensamento, tudo para agradar … Só viva a vida do jeito que você imagina, que você sonha, não viva a toa… Viva a sua vida!

Alexandre França

fonte: http://pensador.uol.com.br

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CIDADE ALTANEIRA (Chapadinha: 74 anos)

Cidade altaneira

Em linhas retas precisas ser

Completas mais um ano que testemunha o relógio biológico do tempo

Não é nova nem velha

És inteira

Tua idade inventada pelos homens não corresponde à grandiosidade de

tua magnífica geografia, que irradia

Cidade altaneira

Tua imagem está estampada no fervor das ruas, das calçadas nuas

Das praças públicas, dos becos estreitos em cada adereço e endereço

Nos canteiros desajeitados onde se esconde tua flora bela e doce

Nas crianças negras e brancas, pobres e ricas, tímidas e audaciosas

Nas mães que acalentam seus filhos e nos filhos que procuram suas mães

Cidade altaneira

Teus desejos dissecados

Deleitam-se em cada rosto dos teus filhos amados

Teus filhos amados sendo amados

Tu terás um rosto nobre almejado

Cidade altaneira

Teu progresso permanece vivo e pronunciado

Mas com passos lentos e cadenciados

Ainda não foram alcançados

Pedimos-te perdão pela mera presença

Sem engendrar um olhar profícuo

Que tantas vezes só profiglou tua imagem

Fazendo-te descer diante do espelho

Cidade altaneira

Teu voo quer ir longe

A timidez embaçada

Faz-te embocar num leito largo desconhecido

Onde as lágrimas se desconhecem,

O riso se cala

E a razão se confunde

Cidade altaneira

Tu tens afeto de mãe que acolhes todos os homens

E fazes deles filhos teus

Tua história penetra nas veias

E na alma de cada ser que por ti passou

Cidade altaneira

Tua forma, teu corpo, relevos e chapadas

Misturados à multidão que transborda vitalidade

Multidão sem recuo no riso

Quer fazer de ti um pequeno paraíso preciso, com juízo e otimismo

Uma grande nau

Robson Silva

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Perseguidor de respostas

A poesia é meu descanso

Que alcanço em meias distâncias

Dentro do tempo busco

Encontrar respostas diárias

Que se confundem consigo mesmas

Respostas naufragadas no medo

Minha vida não é um copo descartável

Que se aproveita em qualquer circunstância

Sou apenas eu e mais ninguém

Sou eu: o perseguidor de respostas

Não me defino, me vejo

Observo o mundo, as pessoas, os movimentos

Os cheiros, a natureza em conflito

As respostas não aparecem, as perguntas imperam

As águas da história dissolvem-se

Meu corpo treme e o coração sente, dança.

                                                                                                                                                                                              Robson Silva

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PSICOLINGUÍSTICA: Estudos e reflexões

Contribuições dos estudos em psicolinguística: Chomsky, Piaget e Vygotsky

 

“Não há corpo vivo sem trocar experiências com seu espaço”

                                                      (FREIRE, 1994, p. 158)

A Psicolinguística é uma ciência híbrida, ou seja, uma ciência resultante da junção entre a Psicologia e a Linguística. Surgiu em 1950, quando os linguistas se interessaram pelo funcionamento da mente e em saber como a linguagem se processa na mente. De início, houve uma grande dificuldade para que os linguistas de fato conseguissem conhecer mais sobre como se dava esse processamento, pois a Psicologia da época (enquanto ciência comportamentalista) acreditava que o estudo da mente era inacessível – como uma “caixa preta” sobre a qual os estudos científicos não poderiam se debruçar. Por outro lado, a Linguística de então, de domínio estruturalista, estava focada em um estudo sistêmico das línguas, com especial enfoque à fonética/fonologia e à morfologia, tendo muito pouco a dizer a respeito da construção de sentido.

            No ano de 1959, então, aconteceu uma reviravolta: Noam Chomsky, linguista de grande prestígio, escreveu uma resenha crítica à obra de Burrhus Frederic Skinner (psicólogo comportamentalista), intitulada “Comportamento verbal”, a qual aborda o processo de aquisição da linguagem nos seres humanos como um reflexo por imitação/reforço, e instrui um novo olhar, sob um novo ângulo, para a Psicolinguística, de maneira a transferir o foco da imanência sistêmica das línguas e buscar os universais da faculdade de linguagem.

O inatismo de Chomsky

Os seres humanos são os únicos animais que nascem com capacidade para falar, ou seja, são biologicamente programados para desenvolver uma linguagem complexa em relação aos demais tipos de linguagem existentes. Noam Chomsky é um grande defensor dessa idéia.

Para Chomsky, a fala que os adultos apresentam às crianças é mal formada, limitada e possui hesitações, portanto, é inverossímil que uma criança aprenda a linguagem a partir dessas fontes externas – ou seja, Chomsky acredita que esses “dados de entrada” (inputs) não servem como um fator determinante da aquisição da linguagem e que deve existir algum mecanismo mental inato para a aquisição.

A partir de tais suposições, Chomsky questiona (no sentido de colocar as cartas na mesa) o fato de que todo sujeito nasceria com uma Gramática Universal (competência inata). Sendo um inatista, ele acredita que essa mesma competência inata funcionaria, metaforicamente, como um “órgão biológico, que evolui no indivíduo como qualquer outro órgão” (RAPOSO, 1992, p. 47). Tal argumento justifica a Gramática Universal proposta por Chomsky (GU) como “o sistema de princípios, condições, e regras que são elementos ou propriedades de todas as línguas humanas não meramente por acidente, mas por necessidade”. Assim a GU pode ser entendida como a expressão da “essência” da linguagem humana.

O Cognitivismo de Piaget

Formado em Biologia pela Universidade de Neuchâtel, Jean Piaget (1896-1980) realizou uma série de pesquisas com o intuito de compreender aspectos cognitivos do desenvolvimento humano. Sua obra foca o universo da psicologia e toma a linguagem como parte de suas discussões sobre a gênese do conhecimento (nesse aspecto, Piaget compartilha com Chomsky a existência de um núcleo fixo para a linguagem, tanto quanto para o conhecimento, mas discorda de que esse núcleo seja inato).

Para Piaget, defender a existência de um núcleo fixo inato para a linguagem implicaria inferir que, assim como os processos de seleção natural propostos por Charles Darwin, a linguagem seria um golpe do acaso. Portanto, Piaget considera a dimensão exógena (objetivista), focalizando a origem do conhecimento (para nós, conhecimento linguístico) pela interação do sujeito com o objeto de conhecimento (para nós, a língua).

 O Interacionismo de Vygotsky

Lev Vygotsky (1896-1934) é nascido no mesmo ano que Piaget, da mesma forma como coincidem as datas da produção acadêmica dos dois pensadores. No entanto, apesar de terem vivido em contextos culturais e políticos muito distintos, o interesse nas origens da linguagem e do pensamento do ser humano revela-se nas produções científicas de ambos.

A abordagem de Vygotsky, porém, preocupou-se não só em mostrar que os processos de desenvolvimento psicológico não podem ser tratados como eventos estáveis e fixos, mas também em explicar como a maturação física e a aprendizagem sensório-motora interagem com o ambiente de modo a produzir as funções complexas do pensamento humano. Por esse motivo, a comunicação entre as pessoas recebeu muito destaque em sua obra devido à importância que Vygotsky deu à linguagem exigida nas trocas sociais. Ao dar nome, fazer associações e relacionar objetos constrói-se a realidade e, desse modo, os processos mentais vão dando forma ao pensamento e orientando o comportamento.

FREIRE, Paulo. Cartas à Cristina. São Paulo: Paz e Terra, 1994.

RAPOSO, Eduardo. Teoria da Gramática: a faculdade da linguagem. Lisboa: Caminho, 1992.

SLOBIN, Dan Isaac. Psicolinguística. São Paulo: Editora da USP, 1980.

http://www.fcc.org.br/pesquisa/publicacoes/cp/arquivos/965.pdf

FONTE:http://didaticamentefalando.blogspot.com/2011/06/contribuicoes-dos-estudos-em.html

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PSICOLINGUÍSTICA: Leituras e pesquisas

Disciplina da linguística que se dedica ao estudo dos processos psicológicos subjacentes à produção da linguagem verbal. A psicolinguística dedica-se ao estudo dos seguintes assuntos:

• Processos subjacentes à aquisição da língua materna:
- a linguagem dos bebés
- desenvolvimento da articulação da fala
- desenvolvimento da compreensão da fala
- relações entre produção da fala, compreensão da fala e pensamento
- aprendizagem e processamento de palavras de sentido abstrato
- funcionamento de mecanismos de memorização, lógica no estabelecimento de regras e atenção

• Processos cognitivos de aquisição da leitura e escrita pelas crianças

• Processo de aquisição de uma segunda língua por crianças e adultos
- Fatores psicológicos e sociais que afetam a aquisição da segunda língua
- Outros aspetos que afetam essa aquisição: contexto, motivação e atitude

• Problemática das linguagens dos animais e a sua comparação com a linguagem humana
- Linguagem das abelhas
- Ensino de formas de comunicação a chimpanzés, gorilas e orangotangos
- Ensino de língua a papagaios
- Linguagem dos golfinhos

• Métodos de ensino/aprendizagem de línguas naturais (línguas materna e segunda)
- Métodos tradicionais (Gramática-Tradução; Natural; Direto; Audiolígua)
- Métodos modernos (Resposta Física Total; Ensino da Linguagem Comunicativa, Abordagem Natural)
- Comparação entre métodos e avaliação da sua eficácia e objetivos

• Análise de casos de bilinguismo e processamento cognitivo das duas línguas
• Relação entre pensamento, linguagem e cultura
• Aprendizagem das gramáticas naturais pelo cérebro humano
• Relação entre linguagem e cérebros para a compreensão do desenvolvimento dos distúrbios da linguagem
- Afasias – problemas relativos à articulação da fala devido a lesões cerebrais
- Dislexias – perturbações na aquisição leitura
- Agrafias (problemas de aprendizagem e desenvolvimento da escrita) – disgrafias (dificuldade na aprendizagem do grafismo, i.e., da reprodução de signos gráficos) e disortografias (dificuldade em escrever as palavras corretamente).

A psicolinguística surgiu como disciplina autónoma por volta dos anos cinquenta, a partir da necessidade sentida por parte de um grupo de psicólogos e linguistas, de entre os quais se destacam C.E. Osgood, G.A.Miller, J.B. Carrol, T.E.Sebeok.
Noam Chomsky (1957) é outro nome fundamental em psicolinguística. Chomsky distinguiu competência de performance, um pouco na linha de F. Saussure que distinguiu langue de parole. Desenvolve, assim, um modelo de organização mental da linguagem baseado na competência (conhecimento inconsciente que o falante possui da língua), plano do conhecimento que decide sobre a gramaticalidade ou agramaticalidade de uma frase e que é responsável pela criatividade linguística (capacidade de formar frases nunca sempre novas a partir de um conjunto finito de elementos). Por oposição, a performance é a aplicação que o falante faz desse conhecimento. Chomsky defendeu que a psicolinguística devia definir um modelo de performance linguística, que compreendesse as possibilidades de utilização do modelo da competência, tendo em conta os fatores psicológicos subjacentes a cada falante (personalidade, memória, perceção, afetividade, etc.). A psicolinguística tem sido muito influenciada pelos modelos fornecidos pela gramática generativa e mais recentemente pela neurolinguística, pela linguística cognitiva e pela terapia da fala.

fonte: http://www.infopedia.pt/$psicolinguistica.  psicolinguística. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-02-12].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$psicolinguistica>.

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SER EU na incompletude do ser

Quero ser eu sendo pra você    

Entrar pela tua janela

e levar-te um pouco de perfume na passarela das flores

Ser eu mesmo no vendaval, no riso roubado,

nas alegrias inteiras desamassadas

Construir pra ti um caminho de pétalas redondas

no encontro do meu eu contigo

Onde gira a paixão e a fonte inesgotável do amor.

Ser eu nas amargas lembranças de páginas passadas

Ser eu nas verdades alegres, ruidosas e categóricas do presente

Ser eu no futuro amando-te agora no presente do teu eu misterioso na

incompletude do ser.

 

Robson Silva

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Olhar de Veríssimo sobre o BBB

Olá pessoal,

Por favor, leiam. é um soco no estômago dos acéfalos.

O olhar de Verissimo sobre o BBB

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A nova edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB  é a pura e suprema banalização do sexo.

Luis Fernando Veríssimo, é cronista e escritor brasileiro:

Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros…todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB  é a realidade em busca do IBOPE.

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB . Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.
Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo dia.

Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, Ongs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).

Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás
pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a “entender o comportamento humano”. Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$ $$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa…, ir ao cinema…., estudar… , ouvir boa música…, cuidar das flores e jardins… , telefonar para um amigo… , ·visitar os avós… , pescar…, brincar com as
crianças… , namorar… ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade. Esta crônica está sendo divulgada pela internet a milhões de e-mails.

[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

Enviado por Fábio Batista ( Portal Música Católica)

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Tempo passageiro, passageiro do tempo

Do meu lado nada me diz

Tudo mudo quieto

A não ser um barulho incessante do meu ventilador epilético

Estou buscando pensamentos voadores que passam sobre minha cabeça cansada.

Minhas pálpebras pesadas me expulsam do quarto de estudo para o trono do sono.

Mais um dia que se foi.

Os dias passam sempre, o tempo não pára

Minha epiderme amarga envelhece junto com o tempo passageiro, emudece, expressa-se.

Me sinto mais maduro

Mergulho num tempo longíquo de quando eu era criança: Nostalgia magnífica, fascinante, quase melancólica.

Todo dia é um novo re-começo de passagens curtas intensas, medidas calculadas

Construir é o ponto principal, principalmente no ponto certo de construir.

Robson Silva

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À DESCOBERTA DO AMOR

Ensaia um sorriso
e oferece-o a quem não teve nenhum.
Agarra um raio de sol
e desprende-o onde houver noite.
Descobre uma nascente
e nela limpa quem vive na lama.
Toma uma lágrima
e pousa-a em quem nunca chorou.
Ganha coragem
e dá-a a quem não sabe lutar.
Inventa a vida
e conta-a a quem nada compreende.
Enche-te de esperança
e vive á sua luz.
Enriquece-te de bondade
e oferece-a a quem não sabe dar.
Vive com amor
e fá-lo conhecer ao Mundo.

Mahatma Gandhi

fonte: http://pensador.uol.com.br/mensagens_de_reflexao/

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DIA DO AMIGO

“Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata….
Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela…
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável…
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples…
Um dia percebemos que o comum não nos atrai…
Um dia saberemos que ser classificado como o “bonzinho” não é bom . .
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você…
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso…
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais…
Enfim…
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para dizer tudo o que tem que ser dito…
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutar para realizar todas as nossas loucuras…
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.”
Te Amo Amigo………!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Mário Quintana

fonte: http://pensador.uol.com.br/poemas_de_amizade/

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O poder e a política

As teorias contratualistas enfatizam o caráter racional e laico (não-religioso) da origem do poder: é o próprio indivíduo que dá o consentimento para a instauração do poder, reafirmando-se o valor do cidadão.

THOMAS HOBBES (1588-1679): advertindo que no estado natural a guerra é inevitável, conclui que a única maneira de garantir a paz consiste na delegação de um poder absoluto e soberano.

JOHN LOCKE (1632-1704): como arauto do liberalismo, critica o absolutismo. Para ele, o consentimento dos homens ao aceitarem o poder do corpo político instituído não retira o direito de inssurreição, caso haja necessidade de limitar o poder do governante. Além disso, o Parlamento se fortalece como legítimo canal de representação da sociedade e deve ter força suficiente para controlar os excessos do Executivo.

JEAN-JACQUES ROUSSEAU (1712-1778): atribuindo a soberania ao “povo incorporado”, isto é, ao povo como corpo coletivo, capaz de decidir o que é melhor para o todo social. Dessa forma, Rousseau desenvolve a concepção radical da democracia direta – em que o cidadão é ativo, participando, fazendo ele próprio as leis nas assembléias públicas – e antecipa algumas das críticas que no século seguinte os socialistas farão ao liberalismo. Denuncia a propriedade como uma das causas da origem da desigualdade e, ao desenvolver os conceitos de vontade geral e cidadania ativa, rejeita o elitismo da tradição burguesa do seu tempo.

 O Contrato Social

“Sendo homens… por natureza, todos livres, iguais e independentes, ninguém pode ser expulso de sua propriedade e submetido ao poder político de outrem sem dar consentimento. A maneira única em virtude da qual uma pessoa qualquer renuncia à liberdade natural e se reveste dos laços da sociedade civil consiste em concordar com outras pessoas em juntar-se e unir-se em comunidade para viverem em segurança, conforto e paz uma com as outras, gozando garantidamente das propriedades que tiverem e desfrutando de maior proteção contra quem quer que não faça parte dela. Qualquer número de homens pode fazê-lo, porque não prejudica a liberdade dos demais; ficam como estavam na liberdade do estado de natureza. Quando qualquer número de homens consentiu desse modo em constituir uma comunidade ou governo, ficam, de fato, a ela incorporados e formam um corpo político no qual a maioria tem o direito de agir e resolver por todos.

***

O motivo que leva os homens a entrarem em sociedade é a preservação da propriedade; e o objetivo para o qual escolhem a autorizam um poder legislativo é tornar possível a existência de leis  e regras estabelecidas como guarda e proteção às propriedades de todos os membros da sociedade, a fim de limitar o poder e moderar o domínio de cada parte e de cada membro da comunidade; pois não se poderá nunca supor seja vontade  da sociedade de que o legislativo possua o poder de destruir o que todos intentam assegurar-se entrando em sociedade e para o que  o povo se submeteu a legisladores por eles mesmos criados.

***

… o poder legislativo não pode transferir o poder de elaborar leis a outras mãos quaisquer,; portanto, sendo tão só poder delegado pelo povo, os que o têm não podem transferi-los a terceiros. Somente o povo pode indicar a forma da comunidade, a qual consiste em constituir o legislativo e indicar em que mãos deve estar. E quando  o povo disser, sujeitar-nos-emos a regras e seremos governados por leis  feitas por estes homens e, dessa forma, ninguém mais poderá dizer que outros homens lhes façam leis; nem pode o povo ficar obrigado por quaisquer leis senão as que forem promulgadas pelos que escolheu e autorizou fazê-las. Sendo o poder do legislativo derivado do povo por concessão ou instituição positiviva e voluntária, o qual importa somente em fazer leis e não terá o poder de transferir a própria autoridade de fazer leis, colocando-os em outras mãos. “

LOCKE, Jonh. Segundo tratado sobre o governo. São Paulo, Abril Cultural, 1973. P. 77, 127 e 96. (col. Os Pensadores)

FONTE: http://blogfilosofiaevida.com/

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SONETO CV

William Shakespeare

Não chame o meu amor de Idolatria
Nem de Ídolo realce a quem eu amo,
Pois todo o meu cantar a um só se alia,
E de uma só maneira eu o proclamo.
É hoje e sempre o meu amor galante,
Inalterável, em grande excelência;
Por isso a minha rima é tão constante
A uma só coisa e exclui a diferença.
‘Beleza, Bem, Verdade’, eis o que exprimo;
‘Beleza, Bem, Verdade’, todo o acento;
E em tal mudança está tudo o que primo,
Em um, três temas, de amplo movimento.
‘Beleza, Bem, Verdade’ sós, outrora;
Num mesmo ser vivem juntos agora.

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SINAL FECHADO

Mergulho no papel em branco

Encontrar as palavras certas, meu desejo.

Elas se foram, se perderam, naufragaram-se na

garganta vazia do pensamento

Mistério indecifrável

Minha mente atormenta-se com pensamentos

estranhos

Batalha inexistente

Penso tanto que chego a pensar nada

Amacio os dedos covardes na caneta imperfeita

As palavras timidamente se escondem

Fogem de mim

Sinal fechado

A poesia chora de dor na sua incompletude.

     Robson Silva

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Olhares

Pelo portão ou pela janela

Sem portão e sem janela

Observo as pessoas que passam

Desfilam pelas ruas nuas feitas de pedra

De um lado e outro, muros estreitos,

casas pintadas protegem-na

As pessoas que passam são grandes,

pequenas, de todas as cores,

gestos e atitudes, destino, objetivos

diferentes.

Visão calculada, demarcada, vultos e imagens.

Fico parado imaginando, cantando a poesia que sai da garganta do

pensamento

Enquanto as pessoas passam, a pé, de bicicleta, de carro, de carona,

sozinhas ou acompanhadas.

Escrevo e ergo a cabeça

Os movimentos não param

 As cenas são contínuas a cada segundo

Imagino como as pessoas olham a vida.

Olhar individual-singularizado, múltiplo, diferenciado

Olhar e olhares.

Para cada coisa, se definem como um

Para cada forma, reagem como tal

Para cada momento ou sentimento, refletem, ficam, ativam-se

Para cada lado ou posição, transmitem leitura.

As pessoas precisam aprender a olhar

Tento observar tudo.

Olhar tudo

Ler as páginas da vida

Olhares não disfarçados, inquietos

Os olhares constroem e destroem

Olhar e ver, ver e olhar. Eis a questão.

Robson Silva

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POESIA

Como homem, estou no mundo

Estudo o cotidiano

Aos poucos vou tecendo

Minha aventura pessoal:

Olhar tudo ao meu redor,

Envelhecer alegremente,

Criar e reinventar a vida,

Colocando-me em diversas oportunidades

Arriscando-me sem comprometer minhas chances

Percorrendo diversos lugares

Deixando marcas da afetividade

Amizade sentida e não fingida

Meu hoje não está fragmentado

Meu ontem foi bem feito

Meu amanhã alimentado

Robson Silva