•            É final de ano. Encerram-se as atividades do ano letivo. Percebe-se que os professores estão esgotados. O cansaço físico é visível. Acredita-se que se trata de uma síndrome chamada “BORNOUT”, um termo inglês que designa algo que parou de funcionar por esgotamento de energia.

  •            Acredita-se que foi o médico e psiquiatra norte-americano Freudenberger, em meados dos anos 70, que empregou este termo para nomear uma síndrome, cujo quadro clínico a algum tempo vinha observando.

  •           Segundo Freudenberger (1974), os profissionais cujo serviço exige um contato direto com outras pessoas apresentam maior propensão ao Burnout, como por exemplo, médicos, enfermeiros, professores, bombeiros, agentes de segurança pública, assistentes sociais e outros. Maslach, Schaufeli & Leiter (2001) afirmam que houve um viés de investigação e que qualquer profissional está sujeito ao Burnout, sendo o contexto de trabalho, aliado a algumas características individuais, os desencadeadores do Burnout.  

  •                                                              “Burnout é uma síndrome caracterizada por sintomas e sinais de exaustão física, psíquica e emocional, em decorrência da má adaptação do indivíduo a um trabalho prolongado, altamente estressante e com grande carga tensional”. (França, 1987, p.197)

  •           Como já explanado anteriormente, os profissionais mais suscetíveis a esta síndrome, são os que desenvolvem suas atividades na área assistencial, ou seja, que trabalham no contato direto com pessoas em prestação de serviço. Há autores, como Lowenstein (1991), que apontam os professores como os mais propensos à síndrome quando comparados aos demais profissionais, em função de que esta ocupação envolve o interagir com as pessoas num ambiente emocionalmente carregado.

  •            Este autor coloca em evidencia como principais causas que levam os docentes a desenvolverem o Burnout: falta de reconhecimento social, relações impessoais inadequadas, classe com muitos alunos, falta de recursos, isolamento, medo da violência, falta de controle sobre a sala de aula, muitas vezes decorrente da ausência de autoridade que lhe foi outorgada pela própria instituição, ambigüidade de funções, pouca oportunidade de promoção e falta de suporte/apoio.

  •           Observam-se também, que nossos profissionais andam muito atarefados com acúmulos de funções, professores que trabalham três turnos. Não há tempo pra planejamento, pesquisa e esgotam-se nas correções de provas e documentos gerais da escola. Nossas escolas, em que esses profissionais atuam (os professores) oscilam entre dois campos gravitacionais: o conteúdo e o documento. Uns vivem em função do documento (atas finais, boletins, dossiês, carga horários, dias letivos. Etc.)outros vivem em função do conteúdo (dar a matéria, cumprir o programa, provas. Etc.)mesmo que os  alunos não acompanhem. Quem é beneficiado nesta história toda?A instituição, a comunidade, o “sistema”?E por que tanto índice de reprovação, repetência, evasão e tantos outros “fenômenos” no final do ano?O que se sabe é que os professores estão adoecendo e todo esse brilhantismo do “sistema”, dos resultados estatísticos “maravilhosos”está corroendo a energia desse profissional que em particular tem uma responsabilidade extraordinária na formação da criança, do adolescente e do jovem.

  •         É preciso estar atentos  aos sinais que podem ser caracterizados como a síndrome de Burnout.Os sinais mais visíveis são: Falta de atenção, concentração: a pessoa denota dificuldade de ater-se no que esta fazendo. Parece estar sempre “distante”. Por vezes, sua atenção é seletiva, isto é, mostra-se distraída, sem interesse.
    • Distúrbios do sono: apesar do cansaço e da sensação de peso nas pálpebras, a pessoa não consegue conciliar o sono, ou dorme imediatamente, acordando poucas horas depois e permanecendo desperta do cansaço.

  • • Perturbações gastrintestinais: podem ter intensidades que vai desde uma “queimação” estomacal, gastrites, podendo evoluir até para uma úlcera. Náuseas, diarréias e vômitos são referidos. Em algumas pessoas, observa-se a perda do apetite, levando a um emagrecimento significativo, enquanto em outras há um aumento no consumo de alimentos, com conseqüência opostas; E tantos outros.

  • CUIDE-SE!    Fonte: www.webartigos.com/articles/2450/1/sindrome-de-burnout/pagina1.html – 57k –pt.wikipedia.org/wiki/Síndrome_de_Burnout – 37k – Escrito por;SILVA,Robson.