POESIA

          Vi um magote de homens sedentos que amam a pressa, desprezam a presa.

Homens imitando a velocidade do tempo,desfazendo o cantar longíquo da vida em sonho.Enquanto a vida é vida e não um sonho,uma ilusão.Mesmo quando tudo pede paciência,há desavença na dispensa que suponho.

          Quadros confusos para os românticos,terrível espanto.

Não buscam na luz do olhar daqueles que fomentam páginas de labor,horas de serenidades vagas que se cruzam no silêncio.Quer tudo,quer nada.

Homens com gestos mesquinhos,fadigam o espaço e no embaraço formam belos capítulos de novelas de bichos-homens que pequenos enfeitam a terra.Terra dos lixos,falhas,caprichos, que se esvai de mansinho.

Silva,Robson.
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