MEU PORTUGUÊS
 
Meu português bêbado atropela as lições livres vivas.
Meu português bêbado quebra a inconstância do paladar.
Cria espaços mudos,flutua nos quarteirões imobilizados.
Meu português bêbado nasce nesse mundo, cria outro.
Meu português bêbado é a dor que finge,é a lâmina que machuca e desvia para o nada.
Olha com os olhos de quem  não vê.
Meu português bêbado improvisa,dança com a originalidade pisando-a no seu pé.
É ato indizível do que se espera,é o prêmio que não se quer.
Meu português bêbado é o poema incompleto,entre nós a independência indesejada.
Uma pequena estrada espontânea,santa,canta e espanta,desmancha oportunidades flageladas.
Meu português bêbado,opinião diversa e devassa,sopro informal,amor infinito,caravelas a bordo no mar das paixões.
                                                                                                      
Autor: Silva,Robson.