Aos redores há sopros de vidas que esperam ser vistos
Há olhos vendados com lentes ocultas
Espalham gotas secas da indiferença sisuda
 
Teme-se amar, o caos é criado sobre suas cabeças
Todo mundo no seu mundo restrito, oprimido
Soltam gemidos tímidos, acanhados
 
Engana-se a muitos sem verem que enganos os consomem.
Capítulos do tempo são criados em mentes confusas
Mesmo que o tempo dance ou nada espera.
 
 Lembranças são apagadas dos registros psíquicos
Realidades esquecidas, nuas, cruas
Indiferenças à tona
Privilegia-se o eu, individualismo extremado.
 
Acalenta-se os gestos eufóricos
Desfaz-se planos de luta
Rompe-se com o longínquo
Do novo horizonte.
 
                                          Robson Jr.