Espiritualidade do diálogo

 

O diálogo em si é uma energia canalizadora da alma. Dialogar supõe-se moldar o outro e a si mesmo, erguer corpos caídos, fechar feridas, apontar um novo brilho da vida.

Estar ao lado de alguém para mostrar outra face oculta ou não vista é ao mesmo tempo abrir-se para o diálogo. É criar pontes, interligar estradas distantes, suavizar a dor, compartilhar espaços e palavras.

Nos caminhos obscuros da vida o diálogo aparece como uma força espiritual de amor; onde um constrói-se junto ao outro, na interpretação do tempo do outro.

Um olhar singelo, humilde, um sorriso espontâneo e derretido, silenciar sem calar, um ouvir descompromissado, tudo isso: essência do diálogo. Silenciar por amor sem permitir o que não é.      

 

Robson Júnior