A QUESTÃO CENTRAL DO AMOR

"Ás vezes ficamos enlouquecidos porque esquecemos que somos diferentes. Porque o amor não é uma competição para que cada um supere a força do outro, mas uma cooperação que necessita dessas diferenças." Ricardo Bach


[…] Essencialmente, esse ato – o de buscar-se- é uma declaração de amor. Declaração de amor por você memso e para com os outros, pois quando me vejo na integridade de minha diversidade- um ser com medos, coragem, carências, amor etc.- , habilito-me a olhar o outro com humildade, respeito e amor. Habilito-me a olhar e sentir o outro como ele é, pois me vejo nele e o vejo em mim. "Quem não ama não compreende o próximo, não o respeita."[…]

"Conhecer a si mesmo é conhecer em totalidade, interdisciplinarmente. Em Sócrates, a totalidade só é possível pela busca da interioridade. Quanto mais se interiorizar, mais certezas vão se adquirindo da ignorância, da limitação, da provisoriedade. A inteiroridade nos conduz a um profundo exercício de hulmidade (fundamento maior e primeiro da interdisciplinaridade). Da dúvida interior à dúvida exterior, do conhecimento de mim mesmo, à procura do outro, do mundo. Da dúvida geradora de dúvidas, a primeira grande contradição e nela a possibilidade do conhecimento, do conhecimento de mim mesmo ao conhecimento da totalidade". FAZENDA, I.C.A

FONTE: Pedagogia do Amor: Caminhos da libertação na relação professor-aluno/ Nilson Guedes de Freitas
por Robson Junior