Fecho os olhos diante de mim
Abro-os para ti
Procuro enxergar-me além
Tua imagem doce e espontânea
Envolve-me completamente
Teu olhar já não me é estranho
Com suas mãos pequenas e afáveis
Toca-me o fundo da alma
Deleite singular, êxtase de águas cristalinas
Entrego-me aos teus encantos
Invade meu ser sem dar respostas
Carrega-me nos braços lentamente
Aponta-me caminhos iniludíveis
Já não sou o mesmo
Desmonto pontes inseguras.
O dia velho morre, nasce um novo dia
O sol invejoso esconde seu rosto
Na cor operante da poesia
Tudo é diferente e calmo
Novas madrugadas despidas
Do meu canto renovado
Surgem melodias nunca contempladas
Espalham-se por todos os lados
Imensa gratidão inebriante
Risos felicitados de um novo ser.
Robson Silva