Nos caminhos da vida, estrada percorrida, pretendida. Sou homem como qualquer outro vivendo absorto. Tento amar sem pretender ser correspondido, sem gestos abatidos.

Sou diferente, sou igual, não tenho rival, só meu “eu” por sinal. Meu coração é imenso e manso, puro descanso sem ser remanso. Não me espanto, com meus gestos me encanto, não estou em prantos. Abro sorrisos calculados gratuitamente, rapidamente, momento recente.

Tento agradar todo mundo com urros mudos, perfil sisudo,  sem querer agrado, ligeiro estado.

Não sei do amanhã. O amanhã é algo incerto, longe e perto.

Vivo e pertenço ao tempo presente, contente. No presente vivo, doce otimismo, quieto e subversivo. Não me importa saber se as diferenças existem. Somente preciso delas para amadurecer, fazer acontecer o que tiver que ser. Não sou melhor ou pior, o melhor sem dá nó é o que eu sou ou pretendo ser. Escrevo para alimentar minh’alma, calma, serena e alva e não calva. Não me importa os momentos em que fui magoado, melindrado. O tempo e o esquecimento cuidarão disso pra mim,  como fim. Não devo querer que tudo dê certo na vida. O certo na vida é não querer tudo, desejo surdo, não me iludo. Os momentos em que mais errei ou achava que estava errando, foram os momentos em que mais aprendi, senti, cresci. Compreendo as fases da vida, na lida. Tudo ao seu tempo, isento, sem lamento.

Tempo, velho sem barbas e rugas, expurga e não descuida. Só ele nos entende e acende

As vias poéticas do meu pensamento, contentamento, acrescento fim em movimento.

Robson Jr.