Linguagens & Rotina

Leituras, pesquisas e descrição substancial da vida e do tempo

Fragmento: Caracterísitcas da linguagem — 17/06/2013

Fragmento: Caracterísitcas da linguagem

Algumas das características fundamentais da linguagem, são as que se apresentam de seguida:

. Transmissível e traduzível noutra linguagem: uma linguagem caracteriza-se pela possibilidade de se transformar noutra e de permitir a comunicação entre diferentes pessoas que de outra forma não se poderiam entender.

. Fenômeno social: a linguagem é um fenômeno social na medida em que exprime a relação que uma sociedade estabelece com o mundo circundante e a civilização dessa sociedade; a linguagem é prévia ao indivíduo e impõe-se a ele próprio. Esta dimensão social não impede, contudo, que a linguagem seja um meio de expressão do pensamento individual na medida em que o indivíduo pode rearranjar, recompor, recriar vocábulos, atribuir-lhe novos significados.

. Organização racional: a linguagem é uma organização racional na medida em que possui um conjunto de regras, isto é, com uma determinada sintaxe. São estas regras que, em resultado de um longo esforço de racionalização, estabelecem as formas de combinar significativamente os símbolos.

. Possibilidade de dar sentido: uma outra importante característica da linguagem é a possibilidade que esta dá de dar sentido/significado às experiências, noções e pensamentos de cada um.

Fonte: http://www.knoow.net/ciencsociaishuman/filosofia/linguagem.htm

Linguagens do amor — 27/05/2013

Linguagens do amor

Amo-te no respirar infinito

Amo-te respirando o ar poluído de amor

Amo-te amando na efemeridade temporalAMO-TE

Amo-te quase sempre todos os dias

Amo-te na velocidade inexistente do amor

na fantasia e na verdade da linguagem

Amo-te tanto que chego a ser um nada

No meu imperfeito de encontro a ti.

Robson Jr. (Palavras ligeiras extraídas do silêncio)

Preconceito linguístico (Mitos) — 16/04/2013

Preconceito linguístico (Mitos)

Oito mitos sobre a língua portuguesa falada no Brasil baseados na obra do linguista Marcos Bagno, Preconceito linguístico.

 Mito n° 1: “A língua portuguesa falada no Brasil apresenta uma unidade surpreendente”

Segundo o autor, esse é o mais sério mito pois é muito forte sua aceitação que até mesmo intelectuais de renome aceitam essa ideia. O problema dessa afirmação é que ela acaba com a inegável variedade linguística brasileira e exclui qualquer pessoa qua não fale no modo dessa “unidade” que nuca existiu. Até parece que no Brasil, um país de mais de 190 milhões de pessoas e o 5º maior em extensão territorial do planeta, todos falamos da mesma forma!?

Mito n° 2: “Brasileiro não sabe português /Só em Portugal se fala bem português”

 Esse mito está relacionado a uma visão com complexo de inferioridade de um país colonizado por outro mais antigo e “civilizado”. É claro que o brasileiro sabe português, o problema é que o português de portugal e o português brasileiro são diferentes. Não é a toa que existem duas gramáticas que diferenciam essa variedade da língua (a portuguesa e a brasileira). E também os portugueses tem falas que fogem a sua própria regra (o que é comum em todas as línguas).

Mito n° 3: “Português é muito difícil”

É claro que o português não é difícil pois crianças de 5 anos (conheço de até de 2) já conseguem falar português. A dificuldade está no estudo da gramática que, por ser baseada na de Portugal, é diferente da nossa língua falada. É o caso da mesóclise que todos aprendem na escola, mas na hora de falar nem a norma culta a utiliza (norma culta é aquela que é utilizada por pessoas que tenham nível superior).

Mito n° 4: “As pessoas sem instrução falam tudo errado”

Um grande exemplo que o autor cita para refultar essa ideia, é o fato de que uma característica das pessoas “sem instrução” falam é trocar o “L” pelo “R”. Exemplo: chicrete, praca, broco, pranta. Estudando cientificamen­te a questão, é fácil descobrir que não estamos diante de um traço de “atraso mental” dos falantes “ignorantes” do português, mas simplesmente de um fenômeno fonético que contribuiu para a formação da própria lín­gua portuguesa padrão. As origens de algumas palavras que eram com “L” em sua origem e depois ficaram com “R”como por exemplo: branco (blank), brando (blandu), cravo (clavu), etc. E o que falar de Luís de Camões que escreveu ingrês, pubricar, pranta, frauta, frecha na obra Os Lusíadas!?

Mito n°5: “O lugar onde melhor se fala português no Brasil é o Maranhão”

Este mito, que eu não conhecia, se deve ao fato de que muitas pessoas no Maranhão utilizam o “tu” junto com os verbos em sua flexão clássica: : tu vais, tu queres, tu dizes, etc. Porém no Maranhão também é comum o uso de expressões como: Esse é um bom livro para ti ler, em vez da forma “correta”, Esse é um bom livro para tu leres.

Mito n° 6:   “O certo é falar assim porque se escreve assim”

Outra forma de preconceito que não tem muito fundamento pois em nenhuma língua do mundo se fala do jeito que se escreve ou se escreve do jeito que se fala. Até porque a escrita surgiu para tentar representar a fala. Mas é perceptível que em línguas como o inglês e o francês é, praticamente, impossível, mesmo em sua própria gráfia, reproduzir todos os sons das palavras na escrita.

Mito n° 7: ” É preciso saber gramática para falar e escrever bem”

Uma crítica que o autor faz para justificar essa afirmativa (mas não deixa de ser verdade) é que os grandes gramáticos não são bons escritores e vice-versa. Exemplos: Rubem Braga, Carlos Drummond de Andrade e Machado de Assis admitem ter dificuldade na língua.

  
Mito n°8:  “O domínio da norma culta é um instrumento de ascensão social”

O autor também faz uma crítica ao fato de que se isso fosse verdade, os professores de português ocupariam o topo da pirâmide social, econômica e política do país. E em contra-partida um fazendeiro que não estudou muito e tem inúmeras terras ou cabeças de gado tem um poder político e econômico considerável.

Em todos estes mitos o autor defende a ideia que esse preconceito está mais ligado as questões sociais e regionais do país. Fica aí a dica: Cuidado para não discriminar alguém por sua fala pois ninguém fala errado, apenas diferente da norma padrão!

 FONTE: http://www.mundodse.com/2011/06/os-8-mitos-do-preconceito-linguistico.htmlImagem

Páscoa! Menos chocolate,mais reflexão — 27/03/2013

Páscoa! Menos chocolate,mais reflexão

Por: Isabel C. S. Vargas                                                                                             

Basta sair à rua, ler, jornal, ou receber encartes de estabelecimentos comerciais para ver o forte tom apelativo ao consumo. Muito pouca mensagem de fundo espiritual, religioso, aludindo ao momento a ser comemorado. Claro que chocolate é bom. Motivo de perdição para alguns que se revelam dependentes.

Tal qual no Natal, há a obrigatoriedade de presentear, ser feliz, comemorar.Mas não pode, ou não deve ser só isto. Há muito que digo que é possível ser feliz sem presentes (não que não seja bom) que há vida fora da festividade, da algazarra, dos acessórios supérfluos. Basta buscar em nosso interior e identificar tudo que realmente é importante para nós.

Claro que não é possível ignorar que quando há crianças na família e eles ainda acreditam em muitas coisas mágicas, como Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, não dá para deixá-los sem o presente que lhes abrirá um lindo sorriso no rosto e fará brilhar seus olhos. A fantasia na idade certa é saudável e lhes dará muitas lembranças maravilhosas, que passarão aos outros quando estiverem crescidos e nós, possivelmente, estaremos vivos somente em suas lembranças e seus corações. Talvez estejamos assegurando nosso quinhão de imortalidade, afinal somos humanos.

Que saibamos lembrar do significado da Páscoa, que tenhamos uma vida renovada de bons propósitos, boas intenções, boas ações. Se não tivemos os quarenta dias de preparação, se não expurgamos nossos erros, não refletimos (é para isto que serve a quaresma, preparação e reflexão) que o façamos agora.

Sempre é tempo de pedir perdão e de perdoar, de revolver a terra, tirar o pasto que atrapalha o broto e regar a semente de um novo amanhã, que desejamos todos seja menos violento, sem falsas promessas e falsos moralismos, mas abundante de amor, de paz, de oportunidades, de ética, de solidariedade de trabalho que seja verdadeiramente em prol de quem necessita e não para alimentar vaidades escondidas e outras nem tão escondidas.

Que tenhamos todos o compromisso de manter fidelidade à palavra empenhada, de melhorar a nós mesmos, de educar nossas crianças, de promover o bem em nossa família, nas instituições que freqüentamos na comunidade que vivemos.O amanhã é nossa responsabilidade. Que os ensinamentos DELE, estejam sempre vivos no coração de todos.

 FONTE: http://meuartigo.brasilescola.com/atualidades

Estudo de Semântica: LINGUÍSTICA E LITERATURA — 16/03/2013

Estudo de Semântica: LINGUÍSTICA E LITERATURA

Desde os escritos do pai da Linguística, Ferdinand de Saussure, o conceito de significado figura entre os elementos-chave na reflexão linguística. De tão importante, ele ganhou até um ramo próprio para seu estudo. É a Semântica, que se preocupa justamente com os sentidos adquiridos pelas palavras ou lexias ou pelos seus agrupamentos. A alcunha do termo Semântica foi destinada ao filólogo francês Michel Bréal (1832 – 1915) (saiba mais no box na página XX), que estudava o corpo e a forma das palavras, o que geraria um único termo que ligasse a fonética e a morfologia. Embora não houvesse um termo que denominasse o estudo dos sentidos até então, isso não era impedimento para que estudos anteriores desde a época de Aristóteles. Um dos percussores era o alemão Hermann Paul (1846 – 1921), professor de língua, que realizou uma oposição do abstrato e do concreto, obtendo grande êxito em estudos estilísticos de metáfora, eufemismo, prosopopeia e tantos outros. Além disso, a grande preocupação no âmbito da Gramática Comparativa se estendia para a perspectiva etimológica, que servia para compreender as relações entre a fonética e a morfologia.

O nascimento da Semântica Mas a linha divisória existente no estudo da linguagem surgiu no século XIX, pois até esse período, os estudos de compreensão linguística só ocorriam sob a égide das distinções vocabulares de maneira dispersa, a partir do processo diacrônico. A grande mudança ocorreu com as ideias dicotômicas de Ferdinand de Saussure (1857 – 1913), linguista suíço, cujas ideias estruturalistas influenciariam para o desenvolvimento da teoria linguística. De início, o linguista trabalhava a filologia e, mais tarde, partiu para a linguística geral. Das anotações de alguns de seus melhores alunos surgiu o Curso de Linguística Geral em 1916, publicado postumamente. Com ele, os estudos diacrônicos deram lugar aos estudos sincrônicos, afetando, além da linguística, as pesquisas de cunho antropológico, histórico e de crítica literária. A partir daí nunca mais se parou de estudar semântica. Em 1921, o fonólogo francês Léonce Roudet (1861 – 1935) passou a trabalhar com base na linguística psicológica as evoluções semânticas. Gustaf Stern, em 1931, distinguiu as mudanças externas das linguísticas. Jost Trier idealizou a ideia do “Campo Semântico”, estabelecendo ligações entre o plano dos conceitos e o da expressão no intuito de facilitar a compreensão entre as relações de significante e significado. Os estudos prosseguem até a fase do Estruturalismo clássico proposto pelo linguista húngaro Stephan Ulmann (1914 – 1976), que distinguia a natureza e a causa semânticas a partir das relações de sentido e os efeitos quanti-qualitativos que ele possuía. No início dos anos 1950, um linguista e pedagogo americano chamado Noam Chomsky (1928 -) fundou a gramática gerativo-transformacional, um sistema que revolucionou a linguística moderna. Para ele, as pessoas de conhecimentos inconscientes já possuem o seu próprio idioma e, depois disso, o linguista francês Oswald Ducrot (1930 – ) brilhantemente faz os estudiosos considerarem que nenhum sentido se adquire fora do contexto.

Campo Semântico Campo semântico é toda a área de significação de uma palavra ou de um conjunto de palavras – de modo simples, o conjunto de palavras unidas pelo sentido. Não é possível demonstrar que toda palavra se insira em campos semânticos. A teoria concentra-se em alguns grupos bem definidos, como cores e relações de parentesco.

A semântica do léxico A semântica lexical é uma das muitas vertentes relativas aos estudos de sentido. Esta teoria, que faz parte da semântica estruturalista, se vale da linguagem e não do mundo real, como preconiza Saussure. Desta feita, as palavras são definidas através da relação que possuem umas com outras, estabelecendo sentido, possibilitando significações. Vale também mencionar as contribuições embrionárias de Frege, que em 1978 trouxe a questão do significado para uma abordagem em interface com a lógica. Frege ligou o significado da sentença às condições de verdade, mas sem deixar de se preocupar com o significado lexical de maneira isolada, ou seja, atribuindo valores do que é pressuposto ou subentendido nas orações a partir das marcas linguísticas existentes na sentença. O trabalho com a semântica lexical requer o conhecimento de uma nomenclatura particular. A lexia é uma unidade lexical memorizada, que pode ser simples, como livro, caderno, lápis; composta, como primeiro-ministro, guarda-chuva, mesa-redonda; complexa, como estado de sítio, mortalidade infantil, Cidade Universitária; e textual, como em expressões proverbiais do tipo “quem tudo quer, tudo perde”. Conforme mencionado anteriormente, a lexia se compõe de vocábulos, cuja natureza de elementos que a compõe é chamada de morfema. Esse morfema possui duas caracterizações, um lexema, como unidade constitutiva de significados e um ou mais gramemas, que são os indicadores de função. No caso da lexia cunhado, o lexema é cunhad e o gramema de gênero é o. Os morfemas lexicais pertencem a um inventário fechado e pouco extenso. Sua significação é, pois, nomeada de semema. Estes, por sua vez, possuem três grupos, os específicos (distinguem o que é mais próximo), os genéricos (indicam a classe gramatical) e os virtuais (existem na consciência do falante). No campo das relações entre as lexias, o linguista inglês John Lyons (1932 -) propõe o seguinte esquema: 1) Relações semânticas: hierarquia, inclusão, equivalência, oposição. 2) Relações fonéticas e gráficas: homonímia, homofonia, homografia e paronímia.

fonte: http://literaturaelinguistica.blogspot.com.br/

SE OS HOMENS FOSSEM TUBARÕES- BERTOLD BRECHT — 14/01/2013

SE OS HOMENS FOSSEM TUBARÕES- BERTOLD BRECHT

Se os tubarões fossem homens, eles fariam construir resistentes caixas do mar, para os peixes pequenos com todos os tipos de alimentos dentro, tanto vegetais, quanto animais.

Eles cuidariam para que as caixas tivessem água sempre renovada e adotariam todas as providências sanitárias, cabíveis se por exemplo um peixinho ferisse a barbatana, imediatamente ele faria uma atadura a fim que não morressem antes do tempo.

Para que os peixinhos não ficassem tristonhos, eles dariam cá e lá uma festa aquática, pois os peixes alegres tem gosto melhor que os tristonhos.

Naturalmente também haveria escolas nas grandes caixas, nessas aulas os peixinhos aprenderiam como nadar para a guela dos tubarões.

Eles aprenderiam, por exemplo a usar a geografia, a fim de encontrar os grandes tubarões, deitados preguiçosamente por aí. aula principal seria naturalmente a formação moral dos peixinhos.

Eles seriam ensinados de que o ato mais grandioso e mais belo é o sacrifício alegre de um peixinho, e que todos eles deveriam acreditar nos tubarões, sobretudo quando esses dizem que velam pelo belo futuro dos peixinhos.

Se encucaria nos peixinhos que esse futuro só estaria garantido se aprendessem a obediência.

Antes de tudo os peixinhos deveriam guardar-se antes de qualquer inclinação baixa, materialista, egoísta e marxista e denunciaria imediatamente aos tubarões se qualquer deles manifestasse essas inclinações.

Se os tubarões fossem homens, eles naturalmente fariam guerra entre sí a fim de conquistar caixas de peixes e peixinhos estrangeiros.

As guerras seriam conduzidas pelos seus próprios peixinhos. Eles ensinariam os peixinhos que entre eles os peixinhos de outros tubarões existem gigantescas diferenças, eles anunciariam que os peixinhos são reconhecidamente mudos e calam nas mais diferentes línguas, sendo assim impossível que entendam um ao outro.

Cada peixinho que na guerra matasse alguns peixinhos inimigos

Da outra língua silenciosos, seria condecorado com uma pequena ordem das algas e receberia o título de herói.

Se os tubarões fossem homens, haveria entre eles naturalmente também uma arte, havia belos quadros, nos quais os dentes dos tubarões seriam pintados em vistosas cores e suas guelas seriam representadas como inocentes parques de recreio, nos quais se poderia brincar magnificamente.

Os teatros do fundo do mar mostrariam como os valorosos peixinhos nadam entusiasmados para as guelas dos tubarões.

A música seria tão bela, tão bela que os peixinhos sob seus acordes, a orquestra na frente entrariam em massa para as guelas dos tubarões sonhadores e possuídos pelos mais agradáveis pensamentos .

Também haveria uma religião ali.

Se os tubarões fossem homens, ela ensinaria essa religião e só na barriga dos tubarões é que começaria verdadeiramente a vida.

Ademais, se os tubarões fossem homens, também acabaria a igualdade que hoje existe entre os peixinhos, alguns deles obteriam cargos e seriam postos acima dos outros.

Os que fossem um pouquinho maiores poderiam inclusive comer os menores, isso só seria agradável aos tubarões pois eles mesmos obteriam assim mais constantemente maiores bocados para devorar e os peixinhos maiores que deteriam os cargos valeriam pela ordem entre os peixinhos para que estes chegassem a ser, professores, oficiais, engenheiro da construção de caixas e assim por diante.

Curto e grosso, só então haveria civilização no mar, se os tubarões fossem homens.

Sobre o(a) autor(a):
Bertold Brecht (1898-1956), nascido em Augsburgo. Escritor e dramaturgo alemão, além de grande teórico teatral. Desde menino escrevia poesias de forte conteúdo social. Foi perseguido pelos nazistas pelo seu comunismo militante.

Texto de Bertold Brecht (1898-1956) disponível no portal
http://www.tvcultura.com.br/provocacoes/poesia.asp?poesiaid=10

Muito bom para refletir sobre a natureza da educação.

Estudo Sobre a Aquisição da Linguagem em Crianças — 31/07/2012

Estudo Sobre a Aquisição da Linguagem em Crianças

Teorias de Aquisição da Linguagem

Desde os anos cinquenta que têm surgido várias teorias relativamente à aquisição da linguagem. Enquanto uns defendem que um bebé aprende de forma inata, outros dizem que aprende por imitação, ou ainda, devido ao contexto social em que está inserido.
Embora não haja ainda conhecimento exacto de como e porquê a criança adquire linguagem, de forma geral, é tido como certo, de que tem a ver com três factores: maturação física, desenvolvimento cognitivo e socialização. No entanto, o contributo particular de cada factor para esse processo, ainda é bastante discutido. Assim como as teorias que, apesar de, todas terem dado o seu contributo para o conhecimento actual da linguagem e os seus problemas, ainda nenhuma obteve a adesão geral de todos os linguistas.

Perspectiva Inatista

A hipótese inatista da aquisição da linguagem é uma teoria proposta por Chomsky nos anos 50, segundo a qual o ser humano nasce com uma capacidade inata no cérebro para adquirir linguagem, da mesma forma como adquire o andar. A tarefa da criança será a de desenvolver a sua faculdade em função do ambiente que a rodeia e não apenas a de imitar o que ouve (Costa e Santos, 2003).
Chomsky aponta alguns argumentos fortes em defesa da sua teoria, sendo eles, o facto de os bebés terem a capacidade de produzir palavras ou frases que nunca ouviram antes. Se a aquisição fosse um processo meramente imitativo a criança não produziria essas mesmas frases. Assim como o facto de as crianças serem sistemáticas nos seus erros, se a criança estivesse apenas a imitar ela não deveria ser sistemática, nem manter-se assim durante um certo período do desenvolvimento (Costa e Santos, 2003). No entanto, outro facto que vai favorecer a hipótese inatista é de que as crianças nos seus erros já revelam conhecimentos gramaticais, por exemplo, a criança tem tendência a analisar um verbo como fazer, tratando-o como se fosse um verbo regular, e isto nunca lhe foi ensinado. Este facto só demonstra que “…os bebés sabem mais gramática do que se poderia pensar, apesar de este conhecimento ser inconsciente.” (Costa e Santos, 2003).
Chomsky defende ainda a universalidade e a sequencialidade a favor da sua hipótese inatista. Segundo Chomsky todas as crianças passam por fases semelhantes de aquisição da linguagem, independentemente da língua que estão a aprender, no entanto, isto não significa que todas as crianças passem exactamente pelas mesmas fases.
Este processo de aquisição, uma vez que a criança já possui capacidades inatas para analisar a estrutura da língua, é um processo rápido e simples.
Os recém-nascidos respondem à linguagem de formas sofisticadas, e distinguem nos primeiros meses sons muito parecidos, o que não seria possível sem uma capacidade inata.
Por último podemos referir o facto de existir uma fase crítica para a aquisição da linguagem. Este argumento de que existe um período, que ocorre nos primeiros anos de vida, essencial para que a criança possa vir a falar, vem favorecer também a hipótese inatista. A linguagem assim como outros processos de desenvolvimento psicomotor têm de ser estimulados para amadurecerem na altura devida, caso contrário, correm o risco de atrofiar.
Concluindo pode-se dizer que para Chomsky os bebés já nascem predispostos para aprender a falar, e todos os argumentos referenciados anteriormente, só demonstram que o bebé não começa do nada (Costa e Santos, 2003). Cada criança possui já à nascença um conjunto de regras que uma língua pode ter, não necessita de as aprender. A sua tarefa acaba por ser a de observar a forma como é utilizada a língua que é falada no meio em que ela está inserida.

Perspectiva Cognitivista

Esta perspectiva defende que a aquisição da língua se prende com a evolução psicológica das crianças. Para estes teóricos, aprender a falar está necessariamente relacionado, ou seja, depende da aprendizagem ou maturação de outros processos cognitivos. No entanto, tem-se vindo a provar que o desenvolvimento linguístico é independente do desenvolvimento de outras capacidades cognitivas. Provas disso são a existência de patologias que afectam apenas capacidades linguísticas sem afectar outras capacidades cognitivas.

Perspectiva Comportamentalista

Os comportamentalistas defendem que a aquisição da linguagem se desenvolve através de interacções sociais de tipo estímulo – resposta. Assim os bebés aprendem a falar através da imitação daquilo que ouvem à sua volta. Para os comportamentalistas o processo de aquisição da língua reduz-se a um mero desenvolvimento de hábitos verbais reproduzidos por imitação. (Costa e Santos, 2003).
Chomsky, como já foi referido anteriormente, vem contrapor esta perspectiva, afirmando que os bebés não se limitam a reproduzir aquilo que ouvem.

Teoria Pragmático – Social – Interaccionista

Muitos interaccionistas, baseando-se em algumas teorias como a do inatismo, defendem que, aliada a uma capacidade inata para adquirir linguagem, estão outros factores de natureza social que podem condicionar o comportamento linguístico e que produzem diferenças de criança para criança.
Alguns dos factores não linguísticos que podem interagir com o processo de aquisição são: os demográficos, como o sexo do bebé, ou se é primeiro ou segundo filho; características de personalidade, como timidez; factores sociais, como tipo de interacção com os adultos, necessidade de comunicação; ritmos individuais de desenvolvimento; entre muitos outros. (Costa e Santos, 2003).
A teoria pragmática defende que a linguagem é aprendida e ensinada, através da interacção social, e que o contexto sócio-cultural determina o que será aprendido, como será aprendido, e a forma como essas aprendizagens serão utilizadas para comunicar.
É necessário perceber que existem mecanismos inatos que tornam o processo de aquisição da língua mais simples, mas há também uma grande variedade de factores não linguísticos que interagem com esses mesmos mecanismos e que podem condicionar os comportamentos de cada indivíduo.

fonte: www2.ilch.uminho.pt/portaldealunos/Estudos/EP/AH/.

poesia — 20/03/2012

poesia

Mágoa sobrecarregada de mágoas, gente sorrindo sem dar risada , olhares para o nada , nada dito , nada visto , nada importa , eu tô vivo mas não vivo , mais quem se importa ? Protótipos e genéricos, tudo falso tão bem feito e nos fazendo acreditar em mentiras tão bem criadas por quem não sabe o que falar, gentilezas nem sempre são de graça, tudo tem um preço, tudo tem uma troca, e o que realmente toca não te toca mais, como o “amor” que é só mais uma palavra num dicionário de palavras sem sentido que você usa  que alguém criou, como “felicidade” desviando-se, enganando-se, afundando-se na tua própria ironia e como “verdade” que eles usam como “mentira” … A grande verdade é que tem muita gente vivendo por viver, escondendo sentimentos e não nos deixando ver, querendo gritar mais tudo o que fazem é se calar, sabendo que nada está bom do jeito que está, que tem de melhorar, as pessoas tem de se amar … Mas … Fecham-se as portas, a cara, o coração, limitam-se a se dar as mãos, abraços, palavras e ainda há quem diga que todos somos irmãos … As pessoas tem de se libertar e não viverem presas a vaidade de outras pessoas, a gente não vive a nossa vida e acaba vivendo a de um outro alguém, que muitas vezes nem você, nem eu sei quem é, a vaidade influencia e nos fazem mudar de opinião, de pensamento, tudo para agradar … Só viva a vida do jeito que você imagina, que você sonha, não viva a toa… Viva a sua vida!

Alexandre França

fonte: http://pensador.uol.com.br

CIDADE ALTANEIRA (Chapadinha: 74 anos) —

CIDADE ALTANEIRA (Chapadinha: 74 anos)

Cidade altaneira

Em linhas retas precisas ser

Completas mais um ano que testemunha o relógio biológico do tempo

Não é nova nem velha

És inteira

Tua idade inventada pelos homens não corresponde à grandiosidade de

tua magnífica geografia, que irradia

Cidade altaneira

Tua imagem está estampada no fervor das ruas, das calçadas nuas

Das praças públicas, dos becos estreitos em cada adereço e endereço

Nos canteiros desajeitados onde se esconde tua flora bela e doce

Nas crianças negras e brancas, pobres e ricas, tímidas e audaciosas

Nas mães que acalentam seus filhos e nos filhos que procuram suas mães

Cidade altaneira

Teus desejos dissecados

Deleitam-se em cada rosto dos teus filhos amados

Teus filhos amados sendo amados

Tu terás um rosto nobre almejado

Cidade altaneira

Teu progresso permanece vivo e pronunciado

Mas com passos lentos e cadenciados

Ainda não foram alcançados

Pedimos-te perdão pela mera presença

Sem engendrar um olhar profícuo

Que tantas vezes só profiglou tua imagem

Fazendo-te descer diante do espelho

Cidade altaneira

Teu voo quer ir longe

A timidez embaçada

Faz-te embocar num leito largo desconhecido

Onde as lágrimas se desconhecem,

O riso se cala

E a razão se confunde

Cidade altaneira

Tu tens afeto de mãe que acolhes todos os homens

E fazes deles filhos teus

Tua história penetra nas veias

E na alma de cada ser que por ti passou

Cidade altaneira

Tua forma, teu corpo, relevos e chapadas

Misturados à multidão que transborda vitalidade

Multidão sem recuo no riso

Quer fazer de ti um pequeno paraíso preciso, com juízo e otimismo

Uma grande nau

Robson Jr.

Perseguidor de respostas — 08/03/2012

Perseguidor de respostas

A poesia é meu descanso

Que alcanço em meias distâncias

Dentro do tempo busco

Encontrar respostas diárias

Que se confundem consigo mesmas

Respostas naufragadas no medo

Minha vida não é um copo descartável

Que se aproveita em qualquer circunstância

Sou apenas eu e mais ninguém

Sou eu: o perseguidor de respostas

Não me defino, me vejo

Observo o mundo, as pessoas, os movimentos

Os cheiros, a natureza em conflito

As respostas não aparecem, as perguntas imperam

As águas da história dissolvem-se

Meu corpo treme e o coração sente, dança.

                                                                                                                                                                                              Robson Jr.

PSICOLINGUÍSTICA: Estudos e reflexões — 12/02/2012

PSICOLINGUÍSTICA: Estudos e reflexões

Contribuições dos estudos em psicolinguística: Chomsky, Piaget e Vygotsky

 

“Não há corpo vivo sem trocar experiências com seu espaço”

                                                      (FREIRE, 1994, p. 158)

A Psicolinguística é uma ciência híbrida, ou seja, uma ciência resultante da junção entre a Psicologia e a Linguística. Surgiu em 1950, quando os linguistas se interessaram pelo funcionamento da mente e em saber como a linguagem se processa na mente. De início, houve uma grande dificuldade para que os linguistas de fato conseguissem conhecer mais sobre como se dava esse processamento, pois a Psicologia da época (enquanto ciência comportamentalista) acreditava que o estudo da mente era inacessível – como uma “caixa preta” sobre a qual os estudos científicos não poderiam se debruçar. Por outro lado, a Linguística de então, de domínio estruturalista, estava focada em um estudo sistêmico das línguas, com especial enfoque à fonética/fonologia e à morfologia, tendo muito pouco a dizer a respeito da construção de sentido.

            No ano de 1959, então, aconteceu uma reviravolta: Noam Chomsky, linguista de grande prestígio, escreveu uma resenha crítica à obra de Burrhus Frederic Skinner (psicólogo comportamentalista), intitulada “Comportamento verbal”, a qual aborda o processo de aquisição da linguagem nos seres humanos como um reflexo por imitação/reforço, e instrui um novo olhar, sob um novo ângulo, para a Psicolinguística, de maneira a transferir o foco da imanência sistêmica das línguas e buscar os universais da faculdade de linguagem.

O inatismo de Chomsky

Os seres humanos são os únicos animais que nascem com capacidade para falar, ou seja, são biologicamente programados para desenvolver uma linguagem complexa em relação aos demais tipos de linguagem existentes. Noam Chomsky é um grande defensor dessa idéia.

Para Chomsky, a fala que os adultos apresentam às crianças é mal formada, limitada e possui hesitações, portanto, é inverossímil que uma criança aprenda a linguagem a partir dessas fontes externas – ou seja, Chomsky acredita que esses “dados de entrada” (inputs) não servem como um fator determinante da aquisição da linguagem e que deve existir algum mecanismo mental inato para a aquisição.

A partir de tais suposições, Chomsky questiona (no sentido de colocar as cartas na mesa) o fato de que todo sujeito nasceria com uma Gramática Universal (competência inata). Sendo um inatista, ele acredita que essa mesma competência inata funcionaria, metaforicamente, como um “órgão biológico, que evolui no indivíduo como qualquer outro órgão” (RAPOSO, 1992, p. 47). Tal argumento justifica a Gramática Universal proposta por Chomsky (GU) como “o sistema de princípios, condições, e regras que são elementos ou propriedades de todas as línguas humanas não meramente por acidente, mas por necessidade”. Assim a GU pode ser entendida como a expressão da “essência” da linguagem humana.

O Cognitivismo de Piaget

Formado em Biologia pela Universidade de Neuchâtel, Jean Piaget (1896-1980) realizou uma série de pesquisas com o intuito de compreender aspectos cognitivos do desenvolvimento humano. Sua obra foca o universo da psicologia e toma a linguagem como parte de suas discussões sobre a gênese do conhecimento (nesse aspecto, Piaget compartilha com Chomsky a existência de um núcleo fixo para a linguagem, tanto quanto para o conhecimento, mas discorda de que esse núcleo seja inato).

Para Piaget, defender a existência de um núcleo fixo inato para a linguagem implicaria inferir que, assim como os processos de seleção natural propostos por Charles Darwin, a linguagem seria um golpe do acaso. Portanto, Piaget considera a dimensão exógena (objetivista), focalizando a origem do conhecimento (para nós, conhecimento linguístico) pela interação do sujeito com o objeto de conhecimento (para nós, a língua).

 O Interacionismo de Vygotsky

Lev Vygotsky (1896-1934) é nascido no mesmo ano que Piaget, da mesma forma como coincidem as datas da produção acadêmica dos dois pensadores. No entanto, apesar de terem vivido em contextos culturais e políticos muito distintos, o interesse nas origens da linguagem e do pensamento do ser humano revela-se nas produções científicas de ambos.

A abordagem de Vygotsky, porém, preocupou-se não só em mostrar que os processos de desenvolvimento psicológico não podem ser tratados como eventos estáveis e fixos, mas também em explicar como a maturação física e a aprendizagem sensório-motora interagem com o ambiente de modo a produzir as funções complexas do pensamento humano. Por esse motivo, a comunicação entre as pessoas recebeu muito destaque em sua obra devido à importância que Vygotsky deu à linguagem exigida nas trocas sociais. Ao dar nome, fazer associações e relacionar objetos constrói-se a realidade e, desse modo, os processos mentais vão dando forma ao pensamento e orientando o comportamento.

FREIRE, Paulo. Cartas à Cristina. São Paulo: Paz e Terra, 1994.

RAPOSO, Eduardo. Teoria da Gramática: a faculdade da linguagem. Lisboa: Caminho, 1992.

SLOBIN, Dan Isaac. Psicolinguística. São Paulo: Editora da USP, 1980.

http://www.fcc.org.br/pesquisa/publicacoes/cp/arquivos/965.pdf

FONTE:http://didaticamentefalando.blogspot.com/2011/06/contribuicoes-dos-estudos-em.html

PSICOLINGUÍSTICA: Leituras e pesquisas —

PSICOLINGUÍSTICA: Leituras e pesquisas

Disciplina da linguística que se dedica ao estudo dos processos psicológicos subjacentes à produção da linguagem verbal. A psicolinguística dedica-se ao estudo dos seguintes assuntos:

• Processos subjacentes à aquisição da língua materna:
– a linguagem dos bebés
– desenvolvimento da articulação da fala
– desenvolvimento da compreensão da fala
– relações entre produção da fala, compreensão da fala e pensamento
– aprendizagem e processamento de palavras de sentido abstrato
– funcionamento de mecanismos de memorização, lógica no estabelecimento de regras e atenção

• Processos cognitivos de aquisição da leitura e escrita pelas crianças

• Processo de aquisição de uma segunda língua por crianças e adultos
– Fatores psicológicos e sociais que afetam a aquisição da segunda língua
– Outros aspetos que afetam essa aquisição: contexto, motivação e atitude

• Problemática das linguagens dos animais e a sua comparação com a linguagem humana
– Linguagem das abelhas
– Ensino de formas de comunicação a chimpanzés, gorilas e orangotangos
– Ensino de língua a papagaios
– Linguagem dos golfinhos

• Métodos de ensino/aprendizagem de línguas naturais (línguas materna e segunda)
– Métodos tradicionais (Gramática-Tradução; Natural; Direto; Audiolígua)
– Métodos modernos (Resposta Física Total; Ensino da Linguagem Comunicativa, Abordagem Natural)
– Comparação entre métodos e avaliação da sua eficácia e objetivos

• Análise de casos de bilinguismo e processamento cognitivo das duas línguas
• Relação entre pensamento, linguagem e cultura
• Aprendizagem das gramáticas naturais pelo cérebro humano
• Relação entre linguagem e cérebros para a compreensão do desenvolvimento dos distúrbios da linguagem
– Afasias – problemas relativos à articulação da fala devido a lesões cerebrais
– Dislexias – perturbações na aquisição leitura
– Agrafias (problemas de aprendizagem e desenvolvimento da escrita) – disgrafias (dificuldade na aprendizagem do grafismo, i.e., da reprodução de signos gráficos) e disortografias (dificuldade em escrever as palavras corretamente).

A psicolinguística surgiu como disciplina autónoma por volta dos anos cinquenta, a partir da necessidade sentida por parte de um grupo de psicólogos e linguistas, de entre os quais se destacam C.E. Osgood, G.A.Miller, J.B. Carrol, T.E.Sebeok.
Noam Chomsky (1957) é outro nome fundamental em psicolinguística. Chomsky distinguiu competência de performance, um pouco na linha de F. Saussure que distinguiu langue de parole. Desenvolve, assim, um modelo de organização mental da linguagem baseado na competência (conhecimento inconsciente que o falante possui da língua), plano do conhecimento que decide sobre a gramaticalidade ou agramaticalidade de uma frase e que é responsável pela criatividade linguística (capacidade de formar frases nunca sempre novas a partir de um conjunto finito de elementos). Por oposição, a performance é a aplicação que o falante faz desse conhecimento. Chomsky defendeu que a psicolinguística devia definir um modelo de performance linguística, que compreendesse as possibilidades de utilização do modelo da competência, tendo em conta os fatores psicológicos subjacentes a cada falante (personalidade, memória, perceção, afetividade, etc.). A psicolinguística tem sido muito influenciada pelos modelos fornecidos pela gramática generativa e mais recentemente pela neurolinguística, pela linguística cognitiva e pela terapia da fala.

fonte: http://www.infopedia.pt/$psicolinguistica.  psicolinguística. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-02-12].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$psicolinguistica&gt;.

SER EU na incompletude do ser — 25/01/2012

SER EU na incompletude do ser

Quero ser eu sendo pra você    

Entrar pela tua janela

e levar-te um pouco de perfume na passarela das flores

Ser eu mesmo no vendaval, no riso roubado,

nas alegrias inteiras desamassadas

Construir pra ti um caminho de pétalas redondas

no encontro do meu eu contigo

Onde gira a paixão e a fonte inesgotável do amor.

Ser eu nas amargas lembranças de páginas passadas

Ser eu nas verdades alegres, ruidosas e categóricas do presente

Ser eu no futuro amando-te agora no presente do teu eu misterioso na

incompletude do ser.

Robson Jr.

Olhar de Veríssimo sobre o BBB —

Olhar de Veríssimo sobre o BBB

Olá pessoal,

Por favor, leiam. é um soco no estômago dos acéfalos.

O olhar de Verissimo sobre o BBB

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A nova edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB  é a pura e suprema banalização do sexo.

Luis Fernando Veríssimo, é cronista e escritor brasileiro:

Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros…todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB  é a realidade em busca do IBOPE.

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB . Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.
Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo dia.

Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, Ongs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).

Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás
pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a “entender o comportamento humano”. Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$ $$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa…, ir ao cinema…., estudar… , ouvir boa música…, cuidar das flores e jardins… , telefonar para um amigo… , ·visitar os avós… , pescar…, brincar com as
crianças… , namorar… ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade. Esta crônica está sendo divulgada pela internet a milhões de e-mails.

[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

Enviado por Fábio Batista ( Portal Música Católica)

Tempo passageiro, passageiro do tempo — 26/12/2011

Tempo passageiro, passageiro do tempo

Do meu lado nada me diz

Tudo mudo quieto

A não ser um barulho incessante do meu ventilador epilético

Estou buscando pensamentos voadores que passam sobre minha cabeça cansada.

Minhas pálpebras pesadas me expulsam do quarto de estudo para o trono do sono.

Mais um dia que se foi.

Os dias passam sempre, o tempo não pára

Minha epiderme amarga envelhece junto com o tempo passageiro, emudece, expressa-se.

Me sinto mais maduro

Mergulho num tempo longíquo de quando eu era criança: Nostalgia magnífica, fascinante, quase melancólica.

Todo dia é um novo re-começo de passagens curtas intensas, medidas calculadas

Construir é o ponto principal, principalmente no ponto certo de construir.

Robson Jr.

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